CVR de Lisboa acredita que vai ter a “viticultura mais competitiva do país até 2050”

Mariana Martinho

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Ter a “viticultura mais competitiva do país até 2050” é um dos objetivos do atual presidente da Comissão Vitivinícola da Região (CVR) de Lisboa, Francisco Toscano Rico, que tomou posse do novo cargo em janeiro deste ano. Mas para que esse “caminho que a CVR de Lisboa quer traçar, se concretize”, é necessário continuar apostar no controlo da qualidade e certificação, bem como na promoção e divulgação da Região Demarcada dos Vinhos de Lisboa, visto que este ano o volume de vinho certificado vai muito além do recorde alcançado em 2018.
Francisco Toscano Rico, presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa

Com sede em Torres Vedras, a associação regional interprofissional, à qual compete controlar a origem, garantir a genuinidade e promover os produtos vitivinícolas com direito a Denominação de Origem e a Indicação Geográfica (Vinho Regional Lisboa), agora sob a responsabilidade do antigo vice-presidente do IVV- Instituto da Vinha e do Vinho, tem como missão, entre outras, “continuar a garantir a credibilidade da região e dos produtos”, sendo “algo fundamental no mercado que hoje existe”. Esta questão, segundo o responsável é uma “área nobre, que temos de estar preparados, não só para fazer bem mas também fazê-lo bem e depressa, pois as novas dinâmicas do mercado exigem uma capacidade de resposta quase imediata”, e como tal, “nós temos que estar capacitados para conseguirmos responder a tudo”.

Para o responsável, “esse é um desafio enorme para a CVR Lisboa de conseguir acompanhar este crescimento da região, e por isso, esta é uma área fundamental para o sucesso da instituição”.

Outra atribuição importante para o engenheiro agrónomo é continuar a contribuir para a afirmação e notoriedade da marca Lisboa e das respetivas DOP (Denominação de Origem Protegida), através da divulgação e promoção dos produtos a nível internacional e nacional. “Esta é uma região, que exporta 80% da sua produção, como tal queremos trazer à região importadores e distribuidores de outros países, para que possam experienciar tudo o que ela tem para oferecer”, explicou Francisco Toscano Rico.

Atualmente tem como principais mercados de consumo a América do Norte, o Reino Unido, os Países Escandinavos e o Brasil. Havendo ainda destinos emergentes, com importância crescente para os nossos produtores, que começam a surgir como é o caso da Ásia e da Rússia.

Além da exportação, também as “vendas continuam a crescer, claramente, acima dos 20% ao ano, o que é bom”, apontando as projeções para este ano que o volume de vinho certificado vá muito além do recorde alcançado em 2018. Isso significa, que “os mercados continuam a reconhecer os vinhos da região de Lisboa como uma mais-valia, com qualidade na diversidade”, mas “felizmente, a região está a conseguir dar resposta a esse aumento da procura”.

Em paralelo, a CVR pretende reforçar a parceria que tem com a Viniportugal, em especial na participação em grandes eventos e feiras internacionais, mas também nas salas de prova de Lisboa e Porto.

No mercado nacional, a instituição quer “acima de tudo estar junto dos consumidores e proporcionar-lhes a oportunidade de provarem e se deslumbrarem com os nossos vinhos, dando-nos também a conhecer como grande região vinhateira que somos”. Isto faz-se através da presença em eventos tradicionais, vínicos e culturais, que ocorrem um pouco por toda a região.

A nível interno, o atual presidente da CVR pretende capacitar a instituição, com os melhores sistemas de informação.

Os vinhos com DOP continuam a marcar pontos, nos concursos nacionais e internacionais, o “que mostra mais uma vez, o reconhecimento daquilo que é a qualidade dos nossos produtos”. Esse reconhecimento decorre porque existe “um enorme dinamismo ao nível da viticultura, aquilo que eu chamo de revolução silenciosa que está na base do sucesso da região, alicerçada com a reestruturação das plantações de vinha, e ao nível tecnológico e modelos de produção”.

Este ano, a CVR também apostou na implementação do seguro de colheita, tendo “metade das vinhas da região aderido à proposta no primeiro ano, o que é fantástico”.

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