A situação tem merecido o protesto do presidente da junta de freguesia, Jorge Amador, que denunciou o caso aos grupos parlamentares na Assembleia da República e inclusive ao presidente da República. Dos responsáveis pelo setor da saúde recebeu promessas de que o problema ia ser resolvido, mas o caso arrasta-se desde 8 de julho, data em que foi destacada uma médica, que não chegou a laborar na Serra D’El-Rei, passando para Peniche.
Ana Pisco, diretora do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte, explicou que a existência de dois administrativos de baixa com doença crónica e outro de férias, obrigou à deslocalização do funcionário da Serra D’El-Rei para a unidade-sede em Peniche, “mantendo-se na vila a prestação de cuidados de enfermagem duas vezes por semana”. A responsável esperava que na semana seguinte estivesse disponível um administrativo para permanecer com a médica na Serra d’El-Rei, mas tal não aconteceu.
O JORNAL DAS CALDAS aproveitou a ida da ministra da saúde ao Bombarral para inaugurar a Unidade de Saúde Familiar e confrontou-a com a existência a poucos quilómetros de distância, da extensão de saúde da Serra d’El Rei que está fechada por não ter funcionários administrativos, tendo Marta Temido revelado que “não conhecia essa realidade”, mas reconheceu que ao longo do país “temos falta de assistentes técnicos e de assistentes operacionais”.
“São dois grupos profissionais a que temos dado menos prioridade do que aos médicos e aos enfermeiros ao longo destes quatro anos”, afirmou, garantindo que “aquilo que é compromisso do Ministério da Saúde é fazer esse investimento até ao final da legislatura”.



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