A bola está do lado do governo e a responsabilidade de novas manifestações é da inteira responsabilidade dele. Chega de mortes e acidentes. Nós não nos calaremos”. Foi desta forma que os organizadores do protesto pela necessidade de obras nesta estrada, no troço entre Benedita e Aveiras de Cima, concluíram a ação realizada na passada sexta-feira.
A marcha lenta consistiu na ida a 40 km/h entre a Benedita e Aveiras de Cima, com início às sete da manhã, numa “manifestação pacífica”, cujo único objetivo é “a recuperação do IC2”.
Apelando a que não houvesse “qualquer ato de desordem pública”, a concentração foi marcada para junto ao café restaurante ‘O Bigodes’, na Benedita.
A marcha em direção à rotunda de acesso à A1 em Aveiras, regressando depois ao ponto de partida.
O IC2 liga Lisboa ao Porto, funcionando como uma variante à Estrada Nacional n.º 1. A elevada sinistralidade tem motivado vários apelos ao longo dos últimos anos, incluindo na Assembleia da República, a exortar para uma “requalificação urgente” dos troços mais perigosos do IC2.
A Infraestruturas de Portugal (IP) tem previsto para este ano o lançamento do concurso público da empreitada de beneficiação do troço entre Asseiceira (Rio Maior) e Freires (Benedita), com um preço base de 7,5 milhões de euros e um prazo de execução de 450 dias, desenvolvendo-se numa extensão de 20,3 quilómetros.
A empreitada prevê a reabilitação integral do pavimento, o reforço e reabilitação do sistema de sinalização (horizontal e vertical), dos equipamentos de segurança da estrada e do sistema de guiamento e balizagem, beneficiação global do sistema de drenagem da via e reformulação de cinco intersecções de nível, com construção de rotundas.
A IP anunciou que enquanto tal não acontece, está “a promover a realização de trabalhos pontuais de conservação do pavimento, de forma a mitigar os problemas de sinistralidade que se têm registado”.



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