“Mar Seguro” abordou segurança de pescadores e desportistas

Francisco Gomes

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A preocupação com a segurança marítima marcou no passado domingo a iniciativa “Mar Seguro”, com um conjunto de atividades desenvolvidas em Peniche pelo jornal Correio da Manhã em parceria com a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha, que incluiu viagens numa embarcação utilizada nas operações de socorro, o simulacro do salvamento de um pescador que caiu à água e um debate com intervenientes ligados ao mar.
Programa incluiu viagens num semirrígido do Instituto de Socorros a Náufragos

Foi este o mote da conversa moderada pelo jornalista Paulo Oliveira Lima e que juntou representantes da autoridade marítima e responsáveis ligados às pescas e à prática de desportos aquáticos, aproveitando-se para estender o tema a outro importante público que utiliza o mar – os atletas.

Humberto Jorge, presidente da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco, sublinhou que atualmente na formação para se obter a cédula marítima, que habilita os pescadores a irem ao mar, “há muitas horas dedicadas à segurança”.

Alexandre Caneira, do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Centro, apontou também a necessidade dos pescadores “verificarem as condições das embarcações e estarem dotados com equipamentos modernos”.

O coordenador do Desporto Escolar da Região Oeste, Augusto Aniceto, manifestou que a cultura de segurança deve começar nos jovens e daí a aposta em “centros de formação desportiva”, existindo dois em Peniche. Paulo Ferreira, presidente do Península Peniche Surf Clube, destacou que “quem pratica desportos aquáticos é que mais salvamentos faz”.

O presidente da Câmara de Peniche, Henrique Bertino, anunciou um investimento de 792 mil euros do Estado para dragagens no porto de pesca, que vai permitir “a entrada e saída de navios maiores em segurança” e que, segundo Toledo Cristo, comandante da capitania, “reforçará a importância deste porto de abrigo no contexto nacional”.

Costa Guerreiro, da Autoridade Marítima Nacional, indicou ainda a instalação do sistema ‘Costa Segura’, que através da vigilância de embarcações de recreio e pesca através de câmaras, radares e de uma carta eletrónica, “vai contribuir para reforçar a segurança”.

O cantor Toy, que animou as várias centenas de pessoas que assistiram ao evento, não se coibiu de passar a mensagem: “A vida do mar é muito dura e é preciso sensibilizar as pessoas que vivem do mar como é importante ver o sorriso dos familiares à espera da chegada das traineiras com os pescadores com saúde”.

O artista, natural de uma cidade também piscatória, Setúbal, procurou evidenciar que “na procura do pão nosso de cada dia” os pescadores não se devem esquecer que a sua segurança está em primeiro lugar.

Foi ainda simulado o naufrágio de uma embarcação de pesca com um dos tripulantes a lançar a balsa salva-vidas à água para socorrer um colega que estava inconsciente, desencadeando meios de alerta através de sinal pirotécnico e radiobaliza.

Em paralelo decorreu na marina de Peniche o Festival da Sardinha, onde decorreu uma caldeirada oferecida aos convidados da iniciativa “Mar Seguro”. Ao longo do Festival, entre sexta e domingo, foram consumidas duas toneladas e meia de sardinhas.

A organização do Festival da Sardinha esteve a cargo da Comissão da Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, servindo para divulgar esse grande evento que entre 1 e 6 de agosto levará à cidade de Peniche cerca de 200 mil visitantes.

No Festival da Sardinha as entradas eram a dez euros e a sardinha à descrição. A par do evento houve artesanato e animação musical.

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