Bastou a imagem de um golfinho que perdeu a barbatana depois de ficar enrolado em redes de pesca para que as crianças da sala de pré-escolar quisessem saber mais sobre um dos maiores problemas dos dias de hoje: o lixo marítimo e a quantidade preocupante de plástico que todos os dias é encontrada no fundo do mar.
As pesquisas na internet realizadas nos dias seguintes deram a conhecer às 24 crianças entre os três e os seis anos uma triste realidade: “Vimos uma praia cheia de pneus, muito lixo, uma beata de cigarro a flutuar na água, uma ilha de lixo no oceano pacífico, pneus no fundo do mar, tartarugas presas em redes de pesca, restos de material de pesca dentro de peixes”, lembram as crianças.
Foi então que decidiram que tinham de alertar toda a gente para o que se estava a passar.
A equipa de sala, Carla Radamanto e Cláudia Cardoso, aceitou o desafio lançado pelos mais pequenos e colocou mãos à obra. Em cerca de duas semanas, as crianças arregaçaram as mangas e fizeram os cartazes, escreveram uma carta a solicitar à autarquia a sua colocação na praia, envolveram os pais num projeto que saiu dos limites da escola.
Ao final da tarde da passada sexta-feira, todos os envolvidos se juntaram na Foz do Arelho para o momento de colocação dos cartazes que prometem sensibilizar miúdos e graúdos. “Nós temos uma missão, acabar com a poluição!”, gritaram os miúdos depois de explicarem o intuito deste projeto em que andaram envolvidos, mesmo antes das férias de verão.



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