Natal no Cadaval fez-se de atividades lúdicas sem esquecer a solidariedade

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Fátima Paz, vereadora com os pelouros da Cultura e Ação Social fez um balanço do que foram as atividades natalícias no Cadaval e aproveitando o espírito fraterno da ocasião comentou ainda o trabalho de intervenção social concelhio.
Canhão de neve

A vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Cadaval começou por fazer um balanço muito positivo da animação natalícia. “A Praça da República foi um espaço central da vila bastante animado, pois atraiu muitas crianças e respetivas famílias às atividades promovidas, talvez sendo o ano com maior afluência nos últimos cinco anos”, avançou Fátima Pais.

A também vice-presidente considera que a animação apresentada se destacou pelo conjunto diversificado de atividades propostas. “Contudo, gostava de referir algumas atividades que pela primeira vez foram novidade e que terão sido do agrado de todos, sendo o maior destaque o autocarro panorâmico”. Destaca também o canhão de neve e o espetáculo de marionetas “Um presente muito especial”, este último exibido no cineauditório Valentina de Abreu, de acesso livre ao público.

Houve uma multiplicidade de motivos de animação que a edilidade preparou na passada quadra festiva, onde não faltou a chegada, em charrete, do Pai Natal, que presenteou as crianças. Houve ainda lugar na praça para as já habituais pinturas faciais, escultura de balões e insuflável, mercado de natal com artesanato e produtos locais, ateliês da biblioteca e museu e ainda os espetáculos de rua “Duende Dentuças” e videomapping “Museu do brinquedo a céu aberto”. Este último surpreendeu o público presente com projeções num antigo edifício da praça.

Diversas personagens natalícias animaram a zona central e desfilaram pela vila, fazendo o tradicional circuito pelo comércio local, com a participação da Banda Filarmónica do Cadaval, que também marcou presença no dia 1, quando as luzes da Árvore de Natal do Município foram ligadas. Esta, por seu turno, foi elaborada a partir da sobreposição de 133 palotes (utilizados no transporte de fruta dos pomares para as unidades de conservação), homenageando-se, deste modo, a atividade agrícola, principal pilar da economia local.

A já habitual “árvore” da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Cadaval voltou a erguer-se a mais de 50 metros do chão, iluminando a respetiva torre de comunicações.

Respondendo ao anual desafio camarário, escolas de 1.º ciclo e instituições sociais locais voltaram a elaborar, a partir de materiais recicláveis, as tradicionais esculturas natalícias, que revestiram a zona central do Cadaval de motivos natalícios.

A Associação Protetora dos Animais do Cadaval juntou-se à oferta presente na praça, promovendo o “Natal da APAC”, com venda de artigos a favor dos animais sem dono.

Também o “Grupo de Desenvolvimento do Cadaval e Local” quis este ano associar-se às iniciativas natalícias, tendo dinamizado o sorteio “Natal é no Comércio Tradicional”.

As atividades camarárias de preenchimento das férias letivas são, igualmente, ponto alto nesta ocasião festiva, como atesta a vice-presidente. “Relativamente aos Ateliês de Natal da Biblioteca e do Museu, tem-se verificado um aumento de participantes todos os anos, sendo que, nesta edição, o número de crianças e jovens excedeu todas as expectativas”, adianta a autarca cadavalense. “Quanto às atividades das Férias na Escola, a participação continua elevada, pois, provavelmente, muitos serão os pais que estão a trabalhar nesta época e não têm outra resposta para os seus educandos”, acrescenta.

O Município promoveu, igualmente, uma ida ao circo de Natal (Coliseu dos Recreios, Lisboa), que contemplou mais de uma centena de crianças do concelho. A elas foram ainda ofercidos vários presentes, como brinquedos e material didático, entre outros brindes.

Balanço positivo para intervenção social e trabalho em rede

A nível da intervenção social, e como tem sido habitual nesta quadra, a Câmara Municipal não esqueceu a população socioeconomicamente mais desfavorecida. “O Município entregou 60 cabazes, que abrangeram um total de 150 pessoas, nas diferentes freguesias do concelho. Temos perfeita consciência de que estas entregas deveriam ser feitas todos os meses, pois as pessoas comem todos os dias e as necessidades não surgem só uma vez por ano”, reconhece Fátima Paz. “Neste momento, apoiamos mensalmente 33 agregados com bens alimentares, provenientes do programa de apoio a carenciados”, refere.

Para além da intervenção social direta do Município, é com bons olhos que a também vereadora da Ação Social analisa o trabalho humanitário a acontecer pelo concelho, seja a nível institucional como a nível cívico. “Classifico o trabalho interinstitucional, a nível concelhio, bastante positivo, com uma rede de parcerias coesa, onde o espírito de solidariedade, entreajuda e comunicação é bastante visível”, sustenta.

“Perante as diferentes situações/problemas que vêm sendo diagnosticados, a entidade que tem conhecimento das mesmas, por norma, num primeiro momento, caso seja do seu âmbito de intervenção, efetua o devido tratamento/encaminhamento. Caso contrário, encaminha para as devidas instituições, fazendo a ponte com os técnicos que irão acompanhar essas situações”, explica a responsável. “As áreas de intervenção estão bem definidas, evitando-se assim duplicação de intervenções e recursos”, justifica.

“Realço a importância das reuniões mensais da Rede Local de Intervenção Social, onde as entidades parceiras analisam e discutem os casos, permitindo, desta forma, planear intervenções futuras conjuntas”, acrescenta Fátima Paz.

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