Nos últimos anos a adega fundada em 1962 tem vindo a modernizar-se e este novo espaço “é mais um passo nesse processo”. Quem o disse foi o presidente da Adega Cooperativa da Vermelha, Rui Soares, na passada sexta-feira, durante a abertura da nova loja ao público.
No interior a loja é dividida em duas zonas. Uma nos tons de cinzento e madeira onde estão expostos os diversos vinhos, em secções, desde os icónicos vinhos leves, dos quais resultam os “Mundus”, até aos tintos, rosés, frisados, espumantes, aguardentes e sangria em garrafa. Além disso tem uma secção dedicada aos produtos regionais, como as compotas de maçã reineta, pera rocha artesanal e ginja, ou então, as bolachas de maçã e canela e broas de mel.
De acordo com o responsável, “estes produtos resultam de parcerias com empresas locais, que queremos continuar a fomentar, pois são mais um complemento aos nossos vinhos”.
Numa segunda zona, de design mais distinto, com cadeiras e mesas nos tons de bege, está o espaço onde “os mais apreciadores podem provar os nossos vinhos, acompanhados de uma breve explicação do nosso enólogo”. Além disso, a loja disponibiliza um espaço exterior, com um deck em madeira, onde será possível a partilha social entre visitantes.
A loja ainda possui na cave um espaço dedicado aos “momentos mais solenes”, como as reuniões e assembleias gerais, tendo capacidade até 130 lugares sentados.
Para o presidente da Adega, o “novo espaço representa a realização de um desejo de há muitos anos, por parte dos associados e da adega, pois queríamos ter aqui um local mais agradável, onde pudéssemos receber os nossos clientes e dignificar a imagem da própria adega em si”.
Até agora, a cooperativa só comercializava os produtos num “espaço um pouco arcaico que tínhamos aqui”, em que as pessoas tinham de deslocar-se aos escritórios para pagar, e só depois é que podiam levar os produtos. “Não era porque desconfiávamos das pessoas, mas sim porque o espaço era muito limitado e não tinha condições para ter lá tecnologias informáticas”, esclareceu o presidente.
Além disso sublinhou que estava “desatualizado visualmente” e “era frustrante não ter um espaço onde pudéssemos conviver e mostrar aquilo que temos”.
Nesse sentido, no ano passado a cooperativa decidiu “avançar mais objetivamente com a construção deste showroom”.
“Agora sim temos um espaço mais agradável para vender os nossos produtos e receber os nossos associados, e possíveis clientes“, referiu Rui Soares.
Esta adega, além dos vários prémios adquiridos e da exportação “praticamente para o mundo inteiro”, mas com maior destaque nos mercados da Ásia (China e Macau), Europa (Rússia e Polónia), África (todos os países de língua oficial portuguesa) e América (EUA e Brasil), também aposta no ecoturismo e enoturismo. Esta nova loja também vai contribuir para fomentar ainda mais esses estores, bem como as visitas guiadas.






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