“Desde o primeiro dia em que alguns de nós fomos notificados pelo CHO com a decisão de exclusão, denunciámos esta situação, pois tratava-se de um boicote à regularização de muitos precários do Estado. Organizámo-nos e contestámos a decisão por escrito, individualmente. Contatámos todos os partidos políticos, afirmando a injustiça por nós sentida, pois trabalhadores e trabalhadoras com muitos anos de trabalho, nos hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche, que foram o suporte de muitos serviços essenciais, não poderiam deixar repentinamente de ser necessários apenas por não terem um determinado grau de qualificações académicas”, declarou Carla Jorge, do movimento dos precários.
O ministro da saúde da altura, Adalberto Campos Fernandes, foi confrontado com a situação na Assembleia da República, pelo deputado do Bloco de Esquerda, José Soeiro, e afirmou que esta situação representava “um erro processual” que já estaria em resolução. No entanto, os trabalhadores nunca receberam essa confirmação por parte da antiga administração do CHO e muitos foram os casos em que se levantaram dúvidas sobre o cumprimento da lei e das indicações do ministro.
“A nova administração do CHO em poucos dias resolveu o assunto. Hoje confirmamos que tínhamos razão, deu-se mais um passo para que se venha a fazer justiça, pois estamos todos mais perto de ser integrados nos quadros. Vale a pena lutar, não baixaremos os braços até que tal aconteça”, vincou Carla Jorge.



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