“Escrita Terapêutica” em palestra no Cadaval

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“Escrita Terapêutica” foi o ponto de partida do encontro, promovido pela Biblioteca Municipal do Cadaval, no dia 9, que contou com a presença do enfermeiro, escritor e terapeuta Ricardo Fonseca. A sessão abordou a escrita como ferramenta de gestão emocional e contemplou ainda apresentação do livro “O Semeador de Emoções”.
Ricardo Fonseca acompanhado da vice-presidente da Câmara do Cadaval, Fátima Paz

“Há quanto tempo não escrevem uma carta ou um postal a alguém?” – foi este o mote lançado por Ricardo Fonseca ao início do encontro, perante uma plateia atenta, maioritariamente feminina.

“Eu, ao colocar numa carta aquilo que sinto, aquilo que eu estou a viver, e de que forma é que aquilo que eu sinto me está a influenciar, isso já é terapia através da escrita”, explicou o terapeuta, que diz escrever sobre as próprias emoções desde os dez anos.

O escritor iniciava, assim, a abordagem das “cartas emocionais ou terapêuticas”, um dos exercícios (e autoexercícios) utilizados, por si, no âmbito da escrita terapêutica.

A escrita terapêutica nasceu, para si, há alguns anos, a partir do feedback que ia tendo das pessoas que liam o que escrevia. “Eu escrevo muito sobre as minhas experiências de vida, como enfermeiro, como ser humano, como voluntario numa associação e como pessoa a viver com dor crónica. Tudo aquilo que eu acho que pode vir a influenciar alguém a olhar para as suas emoções, eu escrevo”, salientou. O intuito, explica, é o de levar as pessoas a questionarem o que é que sentem e, a seguir, o que é que fazem com o que estão a sentir.

“Ao mesmo tempo, utilizo a escrita terapêutica enquanto enfermeiro de crianças com doença crónica, onde há um campo emocional muito vasto”, relatou. “Comecei a utilizá-la com os pais, no sentido de lidarem com a doença do filho”, descreveu, no contexto da sua experiência de cuidados paliativos.

Em relação ao último trabalho do autor, “O Semeador de Emoções”, trata-se de “uma coletânea de textos que falam sobre emoções, sobre a vida, o amor e a convivência com doença crónica, que pretende inspirar os leitores a se tornarem semeadores de emoções da sua vida e da vida do outro”.

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