Esta Cátedra foi uma das primeiras a ser atribuídas em Portugal à escola de um Politécnico e surge através de uma candidatura feita em abril de 2017- Este projeto dedicado à área da Gestão das Artes e da Cultura tem como objetivos contribuir para o reforço do setor cultural e criativo, conceber e implementar em conjunto com os parceiros atividades destinadas a promover a compreensão mútua das identidades, bem como o desenvolvimento de cidades e comunidades sustentáveis. Pretende-se criar programas inovadores e comuns de ensino superior que vão contar com estudantes dos cursos de Artes e Gestão Cultural da União Europeia, Equador, Brasil e Cabo Verde. Estes terão acesso a formação em sistema de e-learning, apostando-se no trabalho em rede, na partilha de conhecimentos e de boas práticas entre os intervenientes.
Vai ser criada uma plataforma web de políticas culturais locais e ainda serão organizadas conferências, seminários, publicações e exposições.
Da equipa faz parte o professor caldense e titular da Cátedra, João Bonifácio Serra, que sublinhou que “encaro-a também como uma forma de trazer continuidade e reforço a esse grande projeto que é a ESAD.CR”. Nesse sentido espera que a Cátedra “contribua para recentrar o desígnio da escola na inovação pedagógica e didática, no pensamento critico e na internacionalização”, bem como sirva para ampliar e consolidar as redes de conhecimento e de criação em que a escola se integre.
Relativamente ao plano de trabalhos da Cátedra, assentará em três níveis, tais como o da potenciação das redes de que a ESAD.CR constitua um nó, o da formação, ou seja, da produção de instrumentos que permitam introduzir inovação na rede e responder a desafios novos no âmbito da gestão das artes e da cultura, e por último, o da avaliação crítica do funcionamento e da regulação da rede.
Da equipa inicial do projeto fazem parte Luísa Arroz, coordenadora de curso, Carla Cardoso, membro da Comissão Pedagógica e Científica, e os professores Nuno Faria, Lígia Afonso, Mário Caeiro, Ana João Romana, e José Luis Almeida e Silva.
Luísa Arroz sublinhou que o projeto vai desenvolver-se em torno de quatro projetos, como uma revista online semestral, “Hermes”, um observatório “Living Cities”, um fórum das artes e sustentabilidade, e um projeto de exploração de desenhos da identidade refletida.
Para o presidente do Politécnico de Leiria, Rui Pedrosa, a “Cátedra é uma oportunidade para gerar uma maior centralidade na escola e ao serviço de uma rede maior, que pode ser da região e deve ser do país”.




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