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Igreja Adventista do Sétimo Dia mudou para junto do Bairro das Morenas

Mariana Martinho

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A Igreja Adventista do Sétimo Dia de Caldas da Rainha mudou-se da garagem de um prédio na cidade para um novo templo, localizado junto ao Bairro das Morenas.
O novo templo fica situado junto ao Bairro das Morenas

Formada nos Estados Unidos em 1863, depois de um grupo de cristãos ter feito uma nova interpretação da Bíblia que apontava para uma segunda vinda de Jesus Cristo à terra, está em Portugal desde 1904, quando chegaram os primeiros missionários. Atualmente, conta com 116 igrejas e grupos, com 9.300 membros e uma comunidade de 12 mil pessoas. No caso das Caldas da Rainha existem mais de oitenta adventistas, que encontravam-se regularmente numa garagem situada na rua Vítor Lopes, na União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, até que o “espaço deixou de satisfazer todas as necessidades da igreja”.

Além de ser pequeno para a comunidade adventista, o antigo local começou a ter “problemas de infiltrações”. “Igualmente era um grande incómodo para os vizinhos estarem ouvir os nossos cânticos e pregações, sobretudo à noite”, explicou o ancião da igreja, Francisco Mota Marques, que também é responsável pela parte musical dos cultos semanais.

Nesse sentido, a comunidade começou a pensar na possibilidade de construir um “novo templo” para a igreja. “Foi um projeto longo, mas que valeu a pena”, afirmou Francisco Mota Marques.

O templo, que demorou quatro anos a concluir, contou com donativos dos membros adventistas locais, “através de um fundo criado há 15 anos” e ainda com apoio financeiro da organização central da comunidade adventista nacional. Além disso, a venda do anterior espaço também contribui para a obra.

Construído de raiz, o templo conta com uma sala central, onde estão instalados vários bancos corridos forrados, os órgãos usados para animar a celebração e o enorme batistério, onde decorrem as cerimónias religiosas. Este templo religioso carateriza-se por ser diferente das igrejas católicas, que normalmente têm imagens, crucifixos e quadros alusivos à fé.

“Ao contrário dos católicos, os adventistas não usam sinais decorativos, não têm sacramentos, mas apenas cerimónias que simbolizam momentos especiais da vida, como o batismo ou o casamento”, explicou. Nessa sala, que tem capacidade para 150 pessoas, decorrem as cerimónias ao sábado, considerado o sétimo dia, o do descanso, ao contrário da igreja católica, que é ao domingo.

“Aqui reúnem-se os membros no culto semanal, onde há orações de louvor e o estudo bíblico para crianças e adultos (escola sabatina)”, referiu Francisco Mota Marques, esclarecendo que “é diferente das cerimónias católicas, talvez o que mais se assemelha com a liturgia católica seja a parte da homilia”.

Além do espaço central, o templo conta com outras salas dedicadas às crianças e aos jovens, bem como um espaço multiusos. Também tem um lugar direcionado para ajuda ao próximo, distribuindo mensalmente cabazes alimentares, através da parceria que tem com o Banco Alimentar do Oeste.

No fundo, segundo Francisco Mota Marques, “quisemos criar um espaço alegre, mantendo sempre alguma solenidade da religião”.

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