Na festa dedicada aos ‘filhos’ do concelho, que já é uma tradição na cidade, estiveram presentes várias gerações de emigrantes, desde os mais velhos, alguns dos quais regressaram em definitivo em Portugal depois de juntarem um “pé-de-meia” generoso, aos mais novos, entre aqueles que nasceram lá fora e os que emigraram, que não pensam em sair do estrangeiro, onde encontraram emprego.
Circunstâncias da vida obrigaram estes emigrantes a sair das Caldas da Rainha para o estrangeiro, onde muitos acabaram por formar família. Uns regressaram pelas saudades, outros permanecem lá fora para manterem uma vida estável. Mas mesmo assim dizem não perder a ligação ao país.
O almoço foi servido por várias coletividades caldenses presentes nas Tasquinhas, tendo havido animação com a atuação do Duo Rodrigo & Filipa, e do Rancho Folclórico e Etnográfico “Danças do Arnóia”, da Sociedade de Instrução Musical Cultura e Recreio da Freguesia de A-dos-Francos. À noite a festa continuou com a habitual atuação da cantora caldense Rebeca.
Vítor Leandro, esposa e neto
“Sou emigrante há quase 23 anos nos Estados Unidos da América e venho todos os anos de férias para Portugal. Apesar de continuar a morar fora do país, faço questão de vir de férias todos os anos a Portugal e estar cá pelo menos seis meses.
Sempre que tenho oportunidade costumo vir a este certame, pois gosto do convívio e especialmente da gastronomia. Além disso é um dia em que reencontro pessoas que já não via há algum tempo”.
Anabela Martins e marido
“Estou no Canadá há 48 anos. Quando fui tinha 15 anos com os meus pais e por lá continuo.
Ultimamente temos vindo com frequência a Portugal e este ano pensámos logo em vir ao Dia do Emigrante. Esta iniciativa é uma maravilha. Além de encontrar pessoas amigas e de relembrar memórias, também aproveitamos para nos deliciarmos com a gastronomia portuguesa”.
João Camacho e esposa
“Fui para o Canadá há 47 anos para trabalhar. Já tinha lá a minha irmã a morar e aproveitei a oportunidade para ter uma vida melhor. Pertenço à região de Alcobaça e há 18 anos que venho todos os anos de férias para Portugal. Apesar de ter o coração lá e cá, a minha esposa não quer voltar a morar em Portugal.
Já tínhamos ouvido falar desta iniciativa, mas nunca tínhamos vindo. Esta é a primeira vez que estamos cá e consideramos uma iniciativa muito importante, pois reencontramos muitos conhecidos”.







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