Trata-se de um curso creditado pelo INEM, através da Salvar – Associação Cívica do Oeste, constituída pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) das Caldas da Rainha, sendo ministrado por técnicos de saúde do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), ao abrigo do protocolo firmado entre a ESE e o CHO.
Este curso teve como objetivo conferir aos alunos as ferramentas que permitam realizar corretamente manobras de suporte básico de vida (SBV) com utilização de um desfibrilhador automático externo (DAE), numa vítima em paragem cardiorrespiratória.
Fábio Serrano, instruendo-aluno, disse que o dispositivo “tanto a nível militar como civil, é uma ferramenta bastante útil, e deveria haver uma sensibilização geral da população para saber usá-la, uma vez que é bastante intuitiva e está feita para que qualquer pessoa consiga utilizar”.
Andrea Dumitru, também a frequentar o 46º CFS/QP, comentou que “a qualquer momento podemo-nos deparar com uma situação que nos leve a atuar e com esta formação estamos aptos a ajudar”.
O DAE gera um choque elétrico que pode reiniciar a vida, mas só pode ser usado em vítimas sem sinais vitais, daí a importância da formação.
A reversão ou cardioversão dá-se mediante a aplicação de descargas elétricas no corpo do doente, monitorizadas de acordo com a necessidade em causa, fazendo com o que sangue volte a circular nas zonas afetadas. Os choques são geralmente aplicados diretamente na parede torácica do doente ou através de elétrodos (placas metálicas ou apliques condutivos que variam de tamanho e área conforme a necessidade).
Por cada minuto que passa sem manobra de SBV e desfibrilhação, a hipótese de sobrevivência diminui 7% a 10%.O DAE tem a capacidade de efetuar a leitura automática do ritmo cardíaco e as condições cardíacas do doente.
O DAE tem o propósito de ser utilizado por público leigo e não especializado. “A desfibrilhação o mais precoce possível melhora substancialmente a possibilidade de recuperação de uma vítima e está a tentar-se em Portugal massificar a utilização destes equipamentos”, destacou o formador Luís Silvério.
O tenente-coronel Emanuel Plácido, responsável de formação na ESE, revelou entretanto que no próximo ano letivo a ESE vai implementar o plano de estudos proposto para o Curso Técnico Superior Profissional de Sargentos, que dará certificação de nível 5, ou seja, os alunos ingressam com o 12º ano e saem preparados para prosseguir estudos universitários e obter o nível 6, que é a licenciatura.






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