Com este protocolo o Ministério da Saúde pretende alcançar a eliminação da hepatite C nos estabelecimentos prisionais até 2020.
Estes protocolos começaram a ganhar forma abrangente no ano passado com a deslocação de profissionais do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar de S. João ao Estabelecimento Prisional do Porto, tendo-se logrado o tratamento de 70 reclusos com hepatite C com uma eficácia de 97%, valores habituais agora com os novos antivirais de ação direta.
Mas a deslocação de profissionais de saúde hospitalares aos estabelecimentos prisionais para tratar doentes com infeções como o VIH, teve, em Caldas da Rainha, e na médica especialista de medicina interna, Cristina Teotónio, um exemplo de pioneirismo. Essas deslocações iniciaram-se em 1998, faz agora 20 anos, existindo protocolos entre o Hospital das Caldas da Rainha e o Estabelecimento Prisional, a dada altura devidamente regulamentados.
Isso mesmo foi lembrado durante a sessão por Teresa Galhardo, chefe de equipa multidisciplinar do Centro de Competências para a Gestão dos Cuidados de Saúde da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
Este pioneirismo é tanto mais motivo de destaque quanto só se verificou protocolo semelhante em 2011 entre o Hospital de Cascais e os estabelecimentos prisionais de Tires e Linhó (para tratar doentes com VIH e coinfecção VIH-VHC), para depois, em 2017, surgir o projeto do Hospital de S. João (VHC).
Agora são 28 os hospitais e centros hospitalares com protocolos assinados com 45 estabelecimentos prisionais, em benefício dos reclusos doentes, numa medida inclusiva, de respeito pelos direitos e dignidade humanas e, simultaneamente, uma medida de saúde pública eficaz, ao promover a diminuição dos riscos de transmissão destas infeções na comunidade em geral.



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