Protesto pela falta de comboios na Linha do Oeste

Francisco Gomes

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A estação de S. Martinho do Porto é palco de uma ação de denúncia de falta de comboios, numa iniciativa promovida pela Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste no dia 8 de julho, a partir das 10h30. No dia 26 de julho, pelas 11h, a comissão organiza uma concentração de protesto e em defesa da Linha do Oeste, em frente ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas, na Av. Barbosa do Bocage, 5, em Lisboa.
Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste fala em “calvário” para os utentes

A apela à participação de utentes e de todos aqueles que defendem a Linha do Oeste, para exigir do ministro do Planeamento e Infraestruturas mais comboios e a modernização da Linha do Oeste.

“A CP tem de colocar ao serviço, na Linha do Oeste, mais composições para que termine o verdadeiro calvário a que estão a ser sujeitos os passageiros desde o início de 2017, que diariamente veem ser suprimidos horários atrás de horários e eternizarem-se os atrasos nas chegadas aos seus destinos. Estamos em presença de um dos mais graves períodos da vida da Linha do Oeste que, a não ser ultrapassado urgentemente, poderá hipotecar o futuro deste importante troço ferroviário, deitando por terra quaisquer projectos de requalificação e modernização”, refere a comissão.

“Chegam, diariamente, testemunhos da insatisfação dos utentes pelas supressões, atrasos, falsas alternativas de transporte em autocarro e a vontade de muitos em abandonarem este meio de transporte e encontrarem outras soluções”, acrescenta.

A comissão considera que o Governo e o Conselho de Administração da CP, “com a ausência de medidas urgentes e extraordinárias para a resolução do gravíssimo problema da falta de composições a diesel, na Linha do Oeste, estão a juntar-se aos anteriores governos e gestores da CP que ficarão na história por terem contribuído para a tentativa de destruição deste troço ferroviário”.

“Não vamos desistir de ver a Linha do Oeste requalificada e modernizada. Vamos continuar a desenvolver todos os esforços no sentido de serem ultrapassados os graves problemas existentes”, garante.

Para além de uma petição já entregue na Assembleia da República, que se encontra para apreciação em comissão parlamentar, a comissão solicitou uma reunião, com caráter de urgência, ao presidente da CP.

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