A CRAPAA foi fundada há 17 anos, e os seus voluntários laboram, diária e incansavelmente, para darem conforto, mimos e boas condições de vida a todos os animais que, pelas mais diversas razões, foram deixados ao abandono e se encontram sob a sua guarda.
A área que esta associação ocupa é extensa, porém, as suas instalações são ainda muito precárias, necessitando de muitos melhoramentos. No princípio de 2018 a autarquia cedeu-lhe, por 30 anos, o espaço que ocupa, dispondo a Associação, no âmbito do contrato assinado, de dois anos para apresentar um projeto e dar início à construção de uma nova estrutura. O passo dado pela autarquia não deixa de ter algum relevo, no entanto, só por si, não é suficiente para a concretização do propósito de erigir uma casa digna para todos os animais que dela necessitam.
Basta-nos pensar na alimentação de sessenta cães e cachorros, nas idas ao veterinário, vacinas e outros medicamentos, para concluirmos facilmente que as despesas fixas mensais da CRAPAA ascendem a valores muito elevados. São exclusivamente os donativos particulares, sobretudo de estrangeiros, aliados ao trabalho voluntário, que têm permitido o seu funcionamento continuo. Destarte, conseguir capital para a elaboração do pretendido projeto e, mais do que isso, para a sua realização não se tem afigurado uma tarefa fácil.
Conceder um direito de superfície não é suficiente para resolver o grave problema do acolhimento condigno dos animais, é necessário um envolvimento muito mais sério e empenhado, dos poderes públicos e de toda a sociedade, para ajudar quem está a prestar um grandioso contributo a Caldas da Rainha.
Este contributo torna-se ainda mais gigantesco se compararmos a forma como os animais são tratados no canil municipal (onde, a título de exemplo, podemos referir que, os ocupantes daquele espaço, ficam sem alimentação durante fins de semana e feriados), com o acolhimento que lhes é dado pela Associação de que agora falo.
Na visita efetuada à CRAPAA, os socialistas foram representados por Rui Calisto, Fábio Serrenho, Francisco Silva, Carlos Lima, António Carlos Gonçalves (também voluntário da CRAPA) e eu própria. Já os bloquistas foram-no por Mafalda Pedreira, Orlando Pereira e Arnaldo Sarroeira. A rececionar-nos estiveram os voluntários Luís Couto, Paula Foote e Carla Lourenço.
Todos nós manifestámos à CRAPAA a nossa intenção de envidar esforços para a sensibilização dos poderes públicos, com vista a um maior investimento na proteção dos animais maltratados e abandonados. Quisemos ainda, como não podia deixar de ser, mostrar-lhes o nosso reconhecimento e gratidão pelo modo como tratam os seres de quatro patas que, depois do sofrimento por que passam, acabam por ter o privilégio de entrarem num local onde faltam meios técnicos, físicos e financeiros, mas sobra amor e consciência de que, independentemente da recente alteração legislativa, os animais não são coisas, mas detentores direitos e, essencialmente, merecedores de respeito e consideração.




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