A campanha, intitulada “Conhece os Sintomas do Cancro do Intestino”, realizou-se em 97 farmácias portuguesas, que disponibilizaram rastreios gratuitos de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF).
Durante o mês de abril, foi possível fazer nestas farmácias um rastreio que “pode trazer ganhos em saúde para o doente e pode evitar a doença em estados mais avançados”.
A Europacolon Portugal alertou para o facto de 50% da população portuguesa não conhecer os sintomas do cancro colorretal. A partir dos 50 anos é vital realizar o rastreio.
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, o farmacêutico caldense Filipe Brilhante explicou como funciona o rastreio a uma doença que tem “uma progressão silenciosa e que, se detetada a tempo, tem cura em 90% dos casos”.
“Este rastreio traz significativos ganhos em saúde para o doente e pode evitar a doença em estados mais avançados ou tornar a intervenção terapêutica mais eficaz”, disse Filipe Brilhante, diretor técnico da Farmácia da Foz do Arelho.
“O método de rastreio utilizado permite identificar pequenas quantidades de sangue nas fezes, que podem ser consequência da presença de um tumor ou de pólipos no intestino. Em caso positivo, os nossos farmacêuticos fazem o encaminhamento imediato para o médico, que decidirá quais os exames complementares de diagnóstico mais adequados, sendo que, normalmente, é recomendada a realização de uma colonoscopia”, explicou.
As farmácias do grupo Holon colaboram com a Europacolon Portugal há cinco anos. Em 2017, realizaram o rastreio a 1.208 pessoas e 52 (4,3%) apresentaram resultado positivo. Estas pessoas foram encaminhadas para o médico. O rastreio, que se vai realizar novamente em 2019, no mês de abril, tem como principal benefício “salvar vidas”. A direção geral da saúde recomenda que todas as pessoas a partir dos 50 anos façam a pesquisa de sangue oculto nas fezes anualmente.
O rastreio tem em consideração os seguintes critérios de inclusão: Idade compreendida entre os 50 e os 74 anos; não realizou PSOF no último ano ou colonoscopia nos últimos 5 anos; sem sintomas relevantes; sem ligações hereditárias de primeiro grau a doentes de cancro colorretal; sem história pessoal anterior de cancro; sem diagnóstico prévio de pólipos colorretais ou doença inflamatórias do intestino (doença de Crohn ou colite ulcerosa).
O cancro colorretal é a terceira causa de morte por cancro em todo o mundo. Em Portugal, existem mais de 80 mil doentes ativos. Ao nível de incidência, em Portugal, em 2015, contabilizaram-se 3.812 óbitos devido a esta doença, sendo atualmente a segunda principal causa de morte por cancro.
Perda de sangue pelo reto ou misturado nas fezes, o desconforto abdominal, a perda de peso, alteração persistente dos hábitos intestinais, as náuseas e a sensação de fraqueza são os principais sintomas deste tipo de cancro.
Sobre as probabilidades de cura, estas “estão relacionadas com a fase em que a doença é diagnosticada”, referiu Filipe Brilhante, acrescentando que o “ideal é sensibilizar a população para um estilo de vida saudável e alertar para o rastreio”.
Este responsável considera que “as pessoas ainda não estão conscientes para os sintomas desta doença, que tem um percurso silencioso, isto é, desenvolve-se ao longo dos anos muitas vezes sem apresentar quaisquer sintomas”.





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