O mote da sua participação foi o recente lançamento do seu livro “Malhôa Inédito: Genealogia; Centro de Documentação; Documentação Esparsa e Inédita”. Ali, durante 45 minutos, explanou sobre o pintor, falando do seu nascimento, da sua vida nas Caldas da Rainha, em Lisboa e em Figueiró dos Vinhos. Como a plateia estava mesclada, entre pais, alunos e professores, o palestrante utilizou uma narrativa muito didática, praticamente uma aula, sobre a história de vida de José Malhôa.
A abordagem, franca e honesta, respeitou a cronologia do pintor, desde o seu nascimento até à sua morte, porém, o momento que mais emocionou a plateia foi aquele em que falou sobre o pequeno João, o irmão de José Malhôa, morto aos 11 anos de idade, e que nunca fora citado por nenhum investigador. Este, talvez, o grande trunfo do livro.
Rui Calisto falou também acerca de algumas obras pictóricas, entre elas, o “Retrato de Laura Sauvinet”, o “Retrato da Rainha D. Leonor” e o “Retrato de D. Carlos I”, explicando como surgiram esses quadros, quais as técnicas utilizadas, quem foram os modelos, e qual o seu enquadramento histórico.
Referindo-se ao descaso de que o pintor tem sido alvo ao longo dos anos, citou, em curta análise, “como é possível, a classe política local e o próprio Museu, nunca terem tido a preocupação de criar um Centro de Documentação, para garantir a salvaguarda de toda a sua documentação. Local que deveria ser o recetor de tudo o que de histórico e literário existe sobre e de José Malhôa. O pintor morreu em 1933, há, portanto, 85 anos, e nunca foi alvo de uma verdadeira preocupação acerca da proteção de sua memória histórica.”.
Quase a finalizar a sua participação, Rui Calisto convidou todos os presentes a visitarem os museus portugueses, principalmente o Museu José Malhôa, nas Caldas da Rainha, para apreciarem as pinturas do Mestre, “um dos melhores pintores da Europa, em toda a história da pintura”, acrescentou.



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