Trata-se de um artigo original de investigação sobre a identificação e avaliação dos principais fatores de risco de infeção em cirurgia cardíaca.
Segundo descreve, “a infecção nosocomial após cirurgia cardíaca está relacionada com o aumento da mortalidade, morbilidade e custos associados”. “Em Portugal existem poucos estudos publicados sobre este tema, sendo um assunto pouco documentado na nossa literatura. Pretende-se com este trabalho identificar os principais factores pré, intra e pós-operatórios relacionados com o desenvolvimento de infecção pós-cirurgia cardíaca major e identificar os agentes e a tipologia mais frequentes”, refere.
Foram analisados retrospetivamente todos os doentes adultos, submetidos a cirurgia cardíaca num hospital de Lisboa, entre 2008 e 2013. Após a aplicação dos critérios de exclusão, foi identificada pelo menos uma intercorrência infecciosa intra-hospitalar em 147 doentes (2,4%) dos 6149 considerados. O tipo de infecção mais frequente foi a infecção respiratória. Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre o desenvolvimento de infecção e a idade, a diabetes mellitus/hiperglicémia, a doença pulmonar, a doença renal prévia, o enfarte agudo do miocárdio recente, a glicémia pré-operatória isolada, a implantação de balão intra-aórtico, a técnica de circulação extracorporal, o tempo de circulação extracorporal, as complicações respiratórias ou de feridas cirúrgicas não infecciosas, a lesão renal aguda pós-operatória e a reoperação.
“A identificação e controlo de diversos factores de risco pré, intra e pós-operatórios poderá resultar numa diminuição da infecção pós-operatória e morbilidade associada”, sublinhou.




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