Centro de Desenvolvimento Comunitário do Landal – um exemplo de economia social e solidária

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Os alunos estrangeiros da turma B1 e B2, da Escola Rafael Bordalo Pinheiro, visitaram no passado dia 29 o Centro de Desenvolvimento Comunitário do Landal (CDCL).
Visita de alunos da Escola Rafael Bordalo Pinheiro ao Centro

No âmbito do Módulo Eu e os outros, da disciplina de Português para Falantes de Outras Línguas (PFOL), o tema da economia social e solidária e das empresas do terceiro setor tem vindo a ser estudado e a ser alvo de debates e de trabalhos por parte dos alunos.

Acolhidos pelo diretor, José Manuel Paz, e pela sua equipa, os visitantes tomaram contacto com a realidade de uma freguesia rural, onde o CDCL, com sede nos Rostos, oferece diversos serviços ao nível do apoio social e cultural e é, inclusivamente, o maior empregador.

Da sua apresentação ficou a certeza de que “as instituições do terceiro setor, para vingarem, têm que formar redes” e encontrar apoios e parcerias a quem devem agradecer e informar do trabalho realizado O centro foi criado em 1975, centrando-se nas atividades recreativas e desportivas. Mas em 1997,apostou na área social e no desenvolvimento local, após se verificar a lacuna na assistência à população desfavorecida e idosa. “Atualmente, a instituição presta apoio domiciliário e integrado a 54 utentes. É como se fosse um lar mas na própria casa de cada um”, disse José Manuel Paz, acrescentando que “este é um serviço que já engloba também alguns cuidados de saúde”. Na coletividade, há ainda uma cantina social que apoia várias pessoas diariamente, um Centro de Atividades de Tempos Livres, um posto público de internet, um posto dos CTT, um gabinete de projetos e um boletim do centro.

Da sala onde se realizam também ações de formação – direcionadas para as necessidades da população – passou-se para a sala polivalente, onde o almoço foi muito elogiado pelos alunos estrangeiros, amantes da cozinha portuguesa, regional e caseira.

Em seguida, fez-se a visita ao Museu Etnográfico que recria o ambiente de uma zona rural, com alfaias agrícolas, utensílios domésticos e mobiliário. Depois, observou-se a fase final da construção do edifício que albergará toda a área social. Este equipamento completará o conjunto de respostas sociais à população carenciada, com um complemento de saúde. A passagem pela loja social animou os presentes que, perante um leque tão vasto de produtos e a preços tão convidativos, contribuíram para a manutenção dessa valência, que é utilizada por muitos residentes.

Após algumas fotografias, um lanche, com bolinhos e café da avó, aqueceu o coração dos alunos de nacionalidade francesa, belga, italiana, argentina, sueca, americana, britânica, indiana e ucraniana, e demonstrou que “o trabalho árduo e a responsabilidade de uma equipa coesa podem realizar sonhos de manter uma população no seu local e de concretizar a teoria do desenvolvimento comunitário, caminhando para a “economia circundante”, indica a professora Marina Ximenes.

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