O orador, da associação Grace, que durante muitos anos foi administrador e consultor de empresas, realçou que a missão da empresa deve continuar a ser a rentabilidade, mas também “é fundamental proteger a qualidade do meio ambiente e ter uma preocupação com aresponsabilidade social”.
João de Sá Nogueira disse que as empresas “constituem poderosos agentes de mudança económica e social, e a interação dos seus negócios com a comunidade envolvente é determinante para o desenvolvimento sustentado da mesma”.
Perante o público composto nomeadamente por empresários e estudantes, sublinhou que nas Caldas da Rainha “as empresas podem ter um papel fundamental na preparação do concelho para o futuro”.
João de Sá Nogueira destacou a empresa cidadã, que cria valor nas suas dimensões económica, ambiental e social. “Entendo que uma empresa é uma pessoa e, como tal, pode ser boa ou má cidadã”, disse, realçando que a empresa cidadã assume a sua responsabilidade social e incentiva os seus colaboradores a participarem de forma voluntária nas iniciativas da comunidade.
Para este responsável, a cidadania empresarial é a “participação ativa de uma empresa na comunidade em que se insere, tendo em vista a melhoria da qualidade da mesma”.
Como é que as empresas podem atuar para ser boas cidadãs? João de Sá Nogueira explica que o donativo “é bom não chega” porque é “preciso o envolvimento com a comunidade”.
“A cidadania empresarial traz muitas vantagens pois junta o valor social e o económico, aumentando a notoriedade e exposição pública da empresa ao valor da marca”, referiu, acrescentando que também sai reforçado o espírito de equipa e orgulho na empresa como a lealdade de colaboradores, acionistas e clientes.
Aconselhou as empresas a envolverem-se nas ações de cidadania “por si só” ou em colaboração “com um conjunto de empresas comprometidas em integrar, inovar e inspirar práticas socialmente responsáveis”.
A Grace é uma associação sem fins lucrativos, que tem como objetivo fomentar a participação das empresas no contexto social em que se inserem.
João de Sá Nogueira, exemplo de pessoa “boa cidadã”
O palestrante desta iniciativa foi até o final de 2017 administrador e diretor executivo da FIRM. Depois de treze anos de trabalho na FIRM deixou a função de administrador mantendo-se ainda ligado à instituição, fazendo parte dos corpos sociais. A sua última iniciativa como diretor executivo foi em julho de 2017 a inauguração do primeiro Espaço Familiar Ronald McDonald em Portugal, localizado no Hospital Santa Maria, em Lisboa. É um espaço de descanso e descontração em ambiente familiar, mas inserido em seio hospitalar, permitindo às famílias das crianças internadas acompanharem os seus filhos em tratamento, onde podem utilizar a cozinha e a lavandaria, desfrutar de um banho reparador, dentro do próprio hospital, ou ter um lugar confortável nas suas salas, para ter um momento de repouso.
Com funcionamento semelhante às Casas Ronald McDonald existentes em Portugal, o Espaço Ronald McDonald, embora sem quartos, dispõe de salas e equipamentos destinados a proporcionar às famílias um “pequeno oásis de calma”, que lhes permite reduzir o stress e o cansaço e possibilita um maior foco na saúde e na recuperação das suas crianças”, referiu João Sá Nogueira. É para o empresário mais um contributo “de responsabilidade social”.
No âmbito dos prémios AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal 2017,o vencedor na categoria “Projeto de Solidariedade” foi aFIRM, cujo galardão foi recebido por João Sá Nogueira.
Tiago Seixa, da Core, Clara Cunha e Carina Gonçalves, da Bureau Veritas, foram os outros oradores desta iniciativa.





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