Carlos Oliveira, escultor e ceramista nascido em 1963, foi homenageado pela sua extensa obra. “Além da sua criatividade e talento como artista, é um homem com capacidades de trabalho, qualidades humanas, exemplo da humildade e amizade sem limites”, características distinguidas durante a cerimónia.Foi apresentado como um homem que, não sendo rotário, pratica os ideais rotários:“Dar de si antes de pensar em si”. A prova dessa entrega do artista foi a presença de muitos amigos, familiares, colegas e artistas.
José Mesquita, presidente da Associação David Melgueiro, que conheceu Carlos Oliveira naTertúlia de Arte da associação, referiu-se ao homenageado como um verdadeiro “amigo sem limites que está sempre disponível para ajudar mesmo que tenha de estar em dois lugares ao mesmo tempo”. Enalteceu o seu talento e considerou-o um caçador de “sonhos”. Elogiou ainda o seu “sorriso permanente e humildade”.
José Bernardes, primo do artista, agradeceu a amizade que tem com Carlos Oliveira, que é um“homemcomH grande e um poço de sabedoria”.
Carlos Oliveira ofereceu o prémio às Caldas
“Caldas da Rainha está a passar uma época de muita boa energia e dedico este meu prémio à minha terra porque seria impossível eu ter este percurso sem ter absorvido este saber e este legado com imensa responsabilidade de fazer a ponte entre gerações”. As palavras foram proferidas pelo artista Carlos Oliveira após receber das mãos da presidente do club caldense, ManuelaFranco, a distinção de profissional do ano.
O escultor falou da sua caminhada, que inclui, além das obras “as pessoas”, destacando a sua família, mas também um conjunto de artistas e colegas presentes na cerimónia: Daniel Oliveira (filho), Luís Oliveira (irmão) Victor Mota, Vasco Cascão, Helena Brito, Ana Todo Bom, Jorge Lindinho e Paula Mendes.
O escultor destacou ainda dois jovens com grande talento e que colaboram com ele, o artista Ivo Andrade e o designer Victor Ribas.
Carlos Oliveira focou também a presença de Valentim Subtil, responsável pela ex-Faianças Subtil, recordando os anos em que trabalhou naquela fábrica que para ele “foi uma referência e uma escola”.
Sónia Rosa, da associação comercial, dedicou um poema a Carlos Oliveira com o refrão “Moldar a Vida Escultor”.
O ceramista partilhou o amor que sente pelo que faz, sublinhando que “só faz sentido com as pessoas que nós gostamos por perto”, elogiando ainda o apoio da Auto Júlio e Sentidos Dinâmicos.
Agostinho Pereira é considerado um grande construtor
Agostinho Pereira nasceu a 21 de novembro de 1942. No seio de uma família numerosa com limitados recursos, é hoje um empresário de sucesso na área da construção, elogiado e reconhecido pela “qualidade e confiança” que oferece nos seus edifícios. Pai de duas filhas ligadas também ao negócio, vive orgulhoso da família que construiu ao lado da sua esposa, Maria da Conceição Pereira, que sempre o acompanhou e muito contribuiu para aquilo que é hoje.
Agostinho Pereira recebeu o galardão de carreira profissional pela qualidade, segurançae suas aplicações na construçãocivil e por sempre “honrar os seus compromissos”. É considerado um grande construtor, sobrevivente à crise que abalou o setor no país. Iniciou há uns meses as “residências Fuller”, edifícios junto aoCentro Escolar Nossa Senhora do Pópulo, composto por diversos apartamentos.
Na cerimónia foi elogiada a sua postura com os empregados, fornecedores e clientes. Prova de como é uma pessoa referenciada entre os caldenses foi a presença da família, amigos, empregados, e pessoas ligadas à construção que destacaram a sua “honestidade e rigor”.
Carlos Oliveira elogiou a sensibilidade de Agostinho Pereira para a arte, revelando que para além de um amigo “é seu cliente”, porque como artista caldense “tenho uma obra na entrada num dos edifícios deste homem que marca a diferença como construtor nas Caldas porque todos os prédios que edifica têm uma peça de arte”.
“É uma honra enorme, num concelho com várias empresas, elegerem-me”, disse Agostinho Pereira. O empresário sublinhou que não trabalha sozinho, e que tem uma grande equipa, dirigindo-se ao seu irmão, Sérgio Agostinho, funcionários, sobrinha (que mantém as contas em ordem), filhas e genros que decidiram seguir os seus passos, contribuindo com a sua ajuda.
“Simbiose entre os homenageados”
A elevada afluência de pessoas ao jantar mereceu o reparo da vereadora da Câmara Municipal das Caldas, Maria da Conceição, que também sublinhou a“feliz”escolha dos homenageados e que existe uma“simbiose perfeita entre eles”.
Dirigindo-se ao escultor Carlos Oliveira destacou a sua obra e a sua participação “em diversas exposições individuais e coletivas e a sua representatividade em coleções particulares nacionais e estrangeiras”. Recordou que Caldas da Rainha é uma terra marcada por artistas e que “Carlos Oliveira não é exceção e também ele contribui para que Caldas seja a terra das artes”.
Ao empresário Agostinho Pereira, agradeceu-lhe por ter embelezado as Caldas da Rainha com os seus “edifícios de qualidade”. Elogiou a “diferenciação” na sua construção, “onde a arte prevalece”.
Seguiu-se nesta cerimónia a emblemagemde trêsnovas associadas doRotary Club das Caldas. A brasileira Giovanna Ribeiro, arquiteta urbanística, Maria Palmira Monteiro, que trabalha com o seu marido Carlos Monteiro, na empresa “Enxoval”, e Sara Maria Alexandre, ligada às decorações interiores.
O falecido Mário Carvalho foi agraciado com o diploma de subscritor de honra. O prémio foi recebido pela sua filha, Paula Carvalho.
O jantar de homenagem, que durou cerca de quatro horas, contou com a presença do governador do Distrito 1960,AfonsoMalho. A animação musical que abrilhantou a cerimónia foi realizada por alunas do ConservatóriodeCaldasda Rainha.






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