A primeira edição da Gala, que decorreu no domingo à tarde no grande auditório do CCC, ficou marcada pela homenagem aos parceiros, fontes de alimentos e voluntários que colaboram com o Refood CR. Durante o evento foi reconhecido, por várias vezes, a importância do voluntariado. A ação das 73 pessoas que de boa vontade dão o seu contributo ao Refood CR foi considerada “determinante para o sucesso desta associação, que já uma referência pela sua ação solidária nas Caldas, tendo em 2017 servido 25 mil refeições completas, utilizando cerca de 15 mil quilos de comida que seria desperdiçada”.
A Refood CR fez dois anos a 9 de janeiro e assinalou o aniversário num jantar que teve lugar no dia 12, no restaurante “Paraíso”, no Coto.
O primeiro parceiro da Refood CR a ser distinguido foi a Câmara Municipal das Caldas da Rainha. O presidente, Tinta Ferreira, recebeu um diploma e declarou que “apesar de sermos um concelho com um bom índice de desenvolvimento social, não deixamos de ter, naturalmente, algumas pessoas que precisam de apoio e de ajuda”. O autarca reconheceu o papel do Refood CR: “Tem a dupla vertente de combater o desperdício alimentar e dar-lhe uma utilização adequada de modo a permitir que as pessoas possam ter uma alimentação adequada e uma vida mais digna”.
Tinta Ferreira anunciou que dado o trabalho do Refood, a autarquia tomou a decisão de a partir de fevereiro garantir a renda mensal (200 euros) do centro de operações da instituição.
Jorge Varela, presidente da UniãodeFreguesiasdas Caldas da Rainha -Santo Onofree Serra do Bouro, e Vítor Marques, presidente da União das Freguesias de Caldas da Rainha -Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, também foram agraciados com um diploma.
Receberam ainda o certificado de agradecimento pelo contributo prestado à luta contra fome e desperdício alimentar a comunicação social local – JORNAL DAS CALDAS, Gazeta das Caldas e 91 FM.
Ana Saramago cabeleireiros foi destacada também pela sua “preciosa” ajuda à associação.
Houve uma especial saudação ao fundador do Refood CR, Rui Vieira, e sua esposa.
Os 73 voluntários que dão do seu tempo à Refood subiram ao palco e todos receberam o diploma de agradecimento.
Ainda que todos os alimentos sejam doados, a associação tem os gastos com renda, eletricidade, água e outras despesas fundamentais para o seu funcionamento e que ascendem mensalmente aos 500 euros. Sofia Cardoso sublinhou que entraram em 2018 com o pé direito porque além da renda paga pela autarquia têm empresas que estão a colaborar com donativos e que “contribuirão para pagar as despesas este ano”.
Dinamizado totalmente por voluntários, o Refood CR recolhe a comida que todos os dias sobra em 40 estabelecimentos comerciais, que em 2017 distribuiu por 93 pessoas (35 famílias). Segundo Sofia Cardoso, “a fome não é motivo de celebrar mas é motor de celebrar o facto de nós conseguirmos ajudar e de tornar a vida destas pessoas um pouco melhor”.
Esta “ponte humana” entre o excesso e a necessidade evita que vários quilogramas de alimentos e refeições em perfeitas condições de consumo acabem no lixo.
Sofia Cardoso referiu que este ano tiveram uma experiência gratificante com uma empresa das Caldas, a Habitarmos – Home Solutions,que encaminhou para o Refood CR ofertas de emprego para tentar ajudar os beneficiários. “O objetivo é integrar estas pessoas no mercado de trabalho”, apontou a responsável, desafiando outras entidades a fazerem o mesmo.
Na parte da animação, Chico Carrilho encantou com vários temas, como “Flagrante”, de António Zambujo. O Grupo da Casa do Pessoal do Centro Hospitalar colocou o público a cantar “A Vida tão Estranha”, de Rodrigo Leão, “Barnabé”, de Sérgio Godinho, entre outros temas, terminando com “Moda do Entrudo”, de José Afonso.
A amizade, convívio e boa disposição foram os ingredientes principais da Gala Refood CR 2018.










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