Promover um fórum para a livre discussão de assuntos de interesse, troca de experiências e encontrar algumas respostas a anseios existentes na vida dos clubes, foram os principais objetivos da iniciativa.
Representantes dos clubes Lions das Caldas, Barcelos, Faro, Açores, Porto, Cascais, Faro, Braga, Amadora, Lisboa (Belém e 7 colinas), Montijo, Palmela Vilamoura, Vila Nova de Famalicão, Vila FrancadoCampo e Águeda trocaram informações e discutiram sobre atividades de serviço, incluindo oportunidades para projetos de serviço cooperativo.
O programa Lions-Quest, que visa envolver aluno, escola, professores, pais e a comunidade para prevenir o uso de álcool, drogas, violência e evasão escolar, foi um dos assuntos discutidos. O objetivo do Lions Quest não é só trabalhar o vício em drogas, mas é a prevenção, para incentivar o desenvolvimento sadio dos jovens, estimulando importantes habilidades.
Alguns clubes que têm casos de sucesso em atividades nas suas comunidades partilharam essas iniciativas. Por exemplo, Anabela Caldevilla disse que cerca de 30 mil pessoas participam todos os anos na “Maior Francesinha Solidária do Mundo”, um evento organizado pelo Lions Club da Boavista, de angariação de fundos para várias organizações sociais de apoio à infância, família, terceira idade e sem abrigo da cidade do Porto, que decorre no início de junho.
Ramon Den Ende, do Lions Clube de Palmela, apresentou o projeto “Young Makers”, que nasceu para dar aos jovens a oportunidade para desenvolver novas competências, fomentar a criatividade e interesse pelas novas tecnologias. O projeto está a ser desenvolvido no Agrupamento Vertical Escolas de Palmela e o objetivo é dar a jovens do ensino vocacional (14-18 anos) formação prática nas áreas de Modelação 3D e Impressão 3D (com mais Eletrónica e Programação, num 2º programa).
Lions utilizam a “Força do Nós”
O presidente do Conselho nacional de Governadores, José Carvalho Lopes (Lions Clube de Barcelos), destacou a iniciativa que decorreu pela primeira vez nas Caldas, revelando que estão a pensar levar a cabo o 2º Fórum em abril de 2018 em Braga, porque precisam de continuar a possibilitar “a troca de informações e a discussão de atividades” para que na convenção que é a grande reunião magna anual se possa “deliberar sobre assuntos de interesse do Distrito Múltiplo, realizar ações de formação e reforçar os laços de companheirismo entre os participantes”.
José Carvalho Lopes disse que “em Portugal tivemos um crescimento astronómico de sócios dos Lions até meados dos anos 90 e nos últimos anos por diversas razões que nos são alheias tivemos um decréscimo e agora estamos novamente a crescer com atualmente cerca de 2500 membros”. Segundo o responsável, o objetivo é “angariar dinheiro para ajudar as nossas comunidades organizações ou pessoas com dificuldades”. Deu exemplo de várias iniciativas de angariação de verbas de clubes Lions do país, como um concerto de fado, feira da ladra, produção de marmelada, Campo da Juventude no Algarve, entre outros. Destacou ainda a promoção de fóruns de discussão com temas atuais sobre várias doenças, com grandes palestrantes.
“Há uma máxima da nossa associação que diz “Onde há uma necessidade há um Lion” e nós estamos cada vez mais com a “Força do Nós” porque de mãos dadas conseguimos fazer mais e muito”, adiantou José Carvalho Lopes.
A Associação Internacional de Lions Clubes nasceu com o sonho de um empresário de Chicago chamado Melvin Jones. Ele acreditava que os clubes comerciais locais deveriam expandir os seus horizontes de preocupações puramente profissionais, para o bem-estar das comunidades e do mundo como um todo.
Depois de contactar com outros clubes semelhantes, realizou-se uma reunião organizacional no dia 7 de junho de 1917 em Chicago, EUA. Nasceu assim, um novo grupo que adotou o nome de “Associação de Lions Clubes”.
O Movimento Lion em Portugal tem a sua origem no Lionismo Brasileiro, pois foi o então Embaixador do Brasil, Negrão de Lima, quem inspirou o núcleo inicial do que viria a ser o Lions Clube de Lisboa Mater.
O PastInternational Diretorof Lions Clubs, José Maria Gorgulho,também presente no Fórum, revelou que atualmente os Lions têm tido um crescimento significativo em vários países. Referiu que toda a evolução que o Lionismo estava a ter no Mundo “obrigou” a Associação Internacional a “reformular toda a sua estrutura de funcionamento para poder corresponder às novas dinâmicas e exigências que as necessidades das diversas comunidades colocavam”.
Comemorando o centenário, estamos a assistir, de acordo com este responsável, a uma “revitalização das mais importantes a nível da Associação Internacional com a criação da “Equipe de Ação Global”, o que vai permitir com o seu plano estratégico aumentar o número de seminários de formação e a constituição de novos clubes, levando a atingir 1.500.000 associados antes de 2018”. “É que temos uma meta ambiciosa de servir 200 milhões de pessoas por ano até 2021, e portanto precisamos aumentar a “Força do Nós”, recebendo novos Lions para que possamos servir mais pessoas do que nunca”, sublinhou José Maria Gorgulho.





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