Emaranhado de cabos nos prédios dá má imagem

Francisco Gomes

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A Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Oeste (ACCCRO) está empenhada em melhorar a imagem da cidade, para lhe dar maior atratividade e, por consequência, gerar mais movimento no comércio, e uma das “limpezas” que quer fazer é dos “milhares de cabos, de todas as operadoras, colocados nas fachadas dos edifícios, sendo que a maioria não serve para nada”.
Há imóveis em que é bem visível a quantidade de cabos de comunicações

“Sem a autorização dos proprietários são pregados cabos e fixadores que alteram e desvirtuam a imagem da cidade. As obras de regeneração urbana, também neste problema nada resolveram, antes pelo contrário”, comentou a ACCCRO na sua página do facebook, pedindo a opinião dos munícipes sobre este assunto.

Teresa Marques sustentou haver “um aspeto desmazelado”. Ricardo Marques declarou que “numa cidade onde as diversas fachadas de edifícios com história são um ponto de interesse, atração e estudo não se compreende como se observa esta vergonha”.

“Acho vergonhoso. Há que saber quais os direitos dos proprietários e penso que será responsabilidade das câmaras municipais zelarem por estas bizarrias”, disse Sónia Reis.

O vereador Hugo Oliveira considerou “uma vergonha”, defendendo que “os proprietários deveriam impedir a passagem dos mesmos”. “O município está a tratar com as entidades a passagem dos mesmos para subterrâneo, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, mas infelizmente estas nem sempre cumprem. No caso do largo João de Deus o município colocou tubagens subterrâneas para a passagem dos cabos mas não tem sido fácil o cumprimento das operadoras. Confesso que já me “apeteceu” cortar os cabos mas não o fiz porque estaria para além de tudo a privar munícipes de um serviço que estão a pagar. Ainda assim o município está no terreno a tentar resolver a questão”, revelou

A ACCCRO anunciou que vai apresentar na Câmara das Caldas um pedido de intervenção da autarquia nesta matéria, na sequência do que tem feito em outras matérias que considera fundamental existirem ações urgentes da autarquia, como é o caso da sinalética, detritos, iluminação e mobilidade.

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