Iniciativa da associação espanhola “Una Brazada un Céntimo”

Travessia solidária Berlengas/Peniche a nado a favor dos bombeiros de Peniche e Cercipeniche

Marlene Sousa/Mariana Martinho

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Na passada sexta-feira, dia 25 de agosto, pelas 9h30m, na ilha da Berlenga, 11 nadadores espanhóis e uma portuguesa realizaram a travessia entre a Ilha da Berlenga e Peniche.
11 nadadores espanhóis e uma portuguesa realizaram a travessia entre a Ilha da Berlenga e Peniche

A travessia solidária a nado foi dinamizada pelo grupo de nadadores espanhóis de águas abertas realiza, no âmbito da associação espanhola “Una Brazada un Céntimo”.

Foram 7 milhas de solidariedade uma vez que os nadadores contribuíram com um donativo financeiro de dois mil euros a a favor dos Bombeiros Voluntários de Peniche (BVP) e da Cercipeniche.

Apesar de estar um dia de sol com o mar calmo, os nadadores enfrentaram o oceano entre a Berlenga e Peniche. Percorreram a nado cerca de 16 quilómetros de mar.

Foi cumprida,a travessia Berlenga-Peniche em natação de águas abertas. Um acabou por desistir, e os restantes estiveram cerca de 4 horas a nadar. A acompanhar a travessia estiveram três embarcações dos Bombeiros Voluntários de Peniche que foram dando aos nadadores, bebidas energéticas e bananas.

À espera dos nadadores no final estiveram os familiares que gritaram com emoção a chegada dos atletas.

Nicolas Mclachlan de 15 anos e de Madrid foi o nadador mais novo a fazer esta travessia solidária. Chegou muito cansado, mas “satisfeito de ter terminado a prova”. Adorou conhecer as Berlengas.

Apesar de ser dura, Paco Quinones adorou fazer a travessia. “As Berlengas são um paraíso espetacular”, sublinhou.

Uma das grandes estrelas foi Susana Novais Santos, nadadora de Lisboa, a única portuguesa que participou nesta prova. “Foi fantástico, mas foi difícil chegar ao cabo carvoeiro por causa da corrente, mas depois foi mais tranquilo, até ao fim”, disse, a atleta que já ganho várias provas de águas abertas.

Susana Novais Santos foi convidada e aceitou o desafio “porque nunca tinha estado nas Berlengas.

O desafio partiu de o nadador ex Olímpico, Miguel Arrobas, nadador habituado a estas travessias, que acompanhou a iniciativa, constituindo a sua experiência uma mais valia para a organização.

Esta foi a primeira iniciativa que a associação de Espanha fez em Portugal. No entanto o grupo de nadadores espanhóis de águas abertas já fizeram a travessia do estreito de Gibraltar e a travessia da Ria de Arousa na Galiza.

António José Correia, opresidente da CâmaraMunicipalde Penicheque acompanhou desde o inicio a travessia solidária destacou a iniciativa referindo que além da natureza solidária, a prova constitui “uma forma de valorizar e promover as Berlengas que foi reconhecido como Reserva da Biosfera da UNESCO, e contribuirá assim para a valorização do nosso oceano”.

“Os nadadores espanhóis trouxeram as famílias e ficaram hospedados em Peniche”, disse o autarca, acrescentando que “é um tipo de turismo desportivo saudável e sustentável”.

Marlene Sousa/Mariana Martinho

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