Para Carla Simões, engenheira responsável pela gestão da Frutalvor,é o reconhecimento do trabalho que fazemos com a Sonae há mais de 18 anos. “Temos um papel-chave no desenvolvimento e sustentabilidade da produção nacional” e este prémio “é a prova que fomentamos o conhecimento, a inovação e a criação de valor no mercado”, disse.
A Sonae é o único cliente direto da central fruteira para o mercado nacional das grandes superfícies. A distinção é, segundo Carla Simões, “à produção nacional” e “à fruta de elevada qualidade e a preços competitivos que colocamos nas lojas”.
Maçã e pera rocha com excelente campanha
Agosto é de grande azáfama na Frutalvor. É neste mês de verão que se concentra a colheita da maçã Gala – que é comercializada com o símbolo de Maçã de Alcobaça. Nos meados de agosto e princípio de setembro são colhidas as variedades de maçãs Reineta, Golden e Starking e a pera rocha.
Está a decorrer uma campanha normal. “Nós começamos a apanha da fruta (pera rocha e maçã) em quantidade por volta do 15 de agosto. No ano passado iniciou-se no final de agosto, princípio de setembro. Este ano adiantou cerca de uma semana”, indicou Carla Simões.
As condições climatéricas foram as ideais. “Fez frio na altura certa, o que permitiu um correto despertar das árvores. Na época da floração as temperaturas estiveram amenas e não houve oscilações nem fenómenos destrutivos como o granizo e também não se verifica excesso de chuva, que podia afetar o sabor do fruto, explicou a engenheira, revelando que este ano “vai haver mais fruta e com uma qualidade superior”. A falta de água também não foi um problema para os agricultores.
Quanto à dificuldade dos produtores em recrutar mão de obra para a colheita da fruta, a dirigente da Frutalvor referiu que “no início entramos todos (central e produtores) em pânico quando começamos a preparar a campanha da colheita mas depois as pessoas começam a aparecer”. “Os produtores recorreram este ano a empresas com mão de obra estrangeira, e acho que no campo a situação está a compor-se”, adiantou a responsável, que referiu que os centros de emprego costumavam ter listas grandes de pessoas inscritas para as colheitas e essa lista diminuiu este ano. Na central há trabalho para dez meses num ano.
Carla Simões divulgou as previsões da produção da maçã e pera para este ano, nas quais se esperam mais colheitas daquela fruta do que no ano passado. Em 2016 “houve pouca produção” e agora aumentará cerca de 50%. “Na medida que aumentámos a área, um ano normal seria à volta de dez mil e quinhentas toneladas (maçã e pera) e nós este ano, apesar de ser precoce revelar porque estamos no início da campanha, vamos ter cerca de doze mil toneladas”, apontou.
“De maçã Gala vamos ter cerca de quatro mil toneladas enquanto em 2016, sem os pomares novos deste ano, tivemos mil e seiscentas toneladas, menos de metade”, referiu.
Para esta responsável 2017 será um ano normal de produção porque o clima foi favorável e também não houve pragas na fruta e a qualidade é boa. “Não há um excesso de produção, há um pouco mais e temos a vantagem que nos restantes países da Europa haverá muito menos, e acho que vai ser um excelente ano para o Oeste”, sublinhou.
No entanto, preveniu que se amanhã ou depois houver 35 ou 40 graus, pode queimar muita fruta no campo, portanto, “os números corretos da produção só mais para o fim da campanha”.
A produção da pera rocha em 2017 rondará as seis mil e quinhentas toneladas.
Esta subida não acompanha a tendência europeia para este ano, que num prognóstico aponta para uma queda. Assim sendo, a dirigente da Frutalvor considera ser um ano excelente para as exportações. “O ano passado foi muito limitador, mas não foi mau comercialmente, porque quando a produção é menos os preços sobem, portanto, não foi mau para os agricultores no geral”. Foi mais prejudicial, segundo esta responsável, para a parte comercial das empresas, porque não houve novos mercados, porque não havia fruta.
Os mercados de exportação representam já 60 por cento das vendas totais e as grandes superfícies nacionais representam cerca de 40 por cento.
A dirigente da Frutalvor pretende continuar a aumentar o volume exportado, revelando que os maiores mercados continuam a ser o Inglaterra, França, Marrocos, Brasil e Médio Oriente.
Maçã e pera com fartura na Feira dos Frutos
Se no ano passado na Feira dos Frutos os visitantes queixavam-se de que não havia muito fruta, este ano vai haver fartura.
A Frutalvor, que vai manter o stand institucional na Frutos 2017, garante que este ano não vai faltar “fruta (maçãs e pera rocha) de qualidade para levar para casa”.
Carla Simões sublinhou que este certame promove a fruta junto do consumidor. “Se eu colocar os visitantes e turistas a provar peras e maçãs do Oeste, eles vão querer comprar no supermercado, e as lojas têm que ter à venda porque os clientes querem”, afirmou.
Quanto às novidades, a responsável revelou que a Frutalvor tem a funcionar, desdeeste ano, um sistema fotovoltaico de 160kW para o autoconsumo de energia. “Trata-se de uma clara aposta na sustentabilidade energética e uma importante medida na contribuição para a preservação do meio ambiente, através da produção de energia para consumo próprio”, avançou, fazendo notar que nas alturas “da campanha (agosto e setembro) não chega, mas em outras alturas mais calmas dá para o autoconsumo”.
Marlene Sousa






0 Comentários