Criado em 2015, o BNI Real é constituído por 17 elementos que representam setores como comércio, indústria, imobiliário e construção, contabilidade, limpezas, entre outros, com o objetivo de “gerar negócio”. A ideia assenta em trabalhar em rede, sendo que nas reuniões semanais os empresários têm de apresentar o seu negócio e fazer o pedido específico do que precisam – um contacto numa empresa ou autarquia, ou o tipo de possíveis clientes, entre outros pedidos.?Os organizadores pretendem, com este encontro, “o alinhamento de estratégia dos membros do maior grupo de empresários nacional, bem como a partilha das melhores práticas para os participantes conseguirem mais e melhores resultados através destas reuniões de negócios”, segundo Tiago Machado, diretor consultor de grupo BNI.
A rede de networking garante que nos últimos 12 meses os membros “conseguiram mais de 2.672 oportunidades de negócio, que geraram 506.503 mil euros em negócios fechados”. Isto quer dizer que cada um consegue por média gerar 23.124 mil euros em negócio para as suas empresas”. As reuniões decorrem todas as quintas-feiras, às 17h, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, em que cada membro tem de apresentar o seu negócio em 60 segundos.
No total, o BNI das Caldas gerou 967 mil euros, o que significa que “em dois anos de atividade, o balanço é muito positivo”.
Geralmente nas reuniões os empresários fazem uma pequena apresentação da sua empresa aos colegas, onde também é muito comum que se troquem cartões de visita entre os vários elementos, inclusive de outros grupos. Mas para a sessão de aniversário, o grupo preparou “uma coisa diferente do que é habitual, mais dinâmica, em que cada membro apresentou o negócio de um colega”.
“Isto permite-nos conhecer uns aos outros, e ao mesmo tempo facilita a referenciação”, disse a responsável, seguindo-se o jantar de comemoração.
Para os membros do grupo BNI Real, o trabalho em rede e troca de contactos têm permitido aumentar a sua faturação. Quem o diz é Dinis Tinta, responsável pela empresa Seivacaldas.
“Faço parte do grupo há dois anos e quatro meses e já gerou-me 60 mil euros em negócios”, afirmou o responsável pela empresa de climatização. Também Paulo Morais, responsável por uma empresa de carpintaria encontra-se bastante satisfeito com o grupo, pois “desde de janeiro que o BNI trouxe-me cinco negócios”.
Teresa Aguilar, supervisora da empresa Gotalimpa, sublinhou que “o grupo é uma boa rampa de lançamento para qualquer negócio que esteja a começar”. Além disso, permite estabelecer parcerias entre empresas, dando origem a uma “powerteam”, o que possibilita “interagir tudo numa obra”.
Mariana Martinho



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