Presentes na sessão, entre outros convidados, como o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, estavam o presidente da federação mundial de termalismo e climatologia, a presidente da associação europeia dos clientes termais, o presidente de associação europeia das termas e presidente da associação europeia das cidades termais.
A ocasião foi aproveitada para o presidente da Câmara discursar, começando por lembrar que “o 15 de maio era o dia em que o Hospital Termal abria a portas aos seus utentes”.
Nos últimos anos a falta de manutenções e investimentos do Estado para manter as Termas em funcionamento levaram ao seu encerramento em 2013 devido à presença de uma bactéria. Mas em dezembro de 2015 transferiu o património por 70 anos para a Câmara, que começou a fazer obras necessárias para reabrir de forma faseada até 2019.
Foram substituídos todos os equipamentos no compartimento técnico do hospital e foi também substituída a rede de distribuição de água termal. Foram executados os melhoramentos das quatro casetas de proteção aos furos das captações. Foram ainda adquiridas novas bombas para os furos e feitas as inspeções dos furos a manter em exploração. Foi igualmente instalado um reservatório de armazenamento de água termal, com 15 mil litros de capacidade. Está a ser trocada toda a canalização por tubos aço inox, que permitirão a execução de desinfeções com água a 80 graus centígrados.
“Estamos a trabalhar para uma abertura faseada do Hospital Termal. O Município tem a noção que não tem a vocação para desenvolver a atividade termal, e tendo a preocupação de que seja possível de ser usufruída por aqueles que não têm capacidade de pagar, na íntegra, os tratamentos, a Câmara e a Assembleia Municipal aprovaram que a atividade termal seria desenvolvida por uma entidade de cariz social que não tivesse por objetivo o lucro e por isso estamos em negociações com uma instituição particular de solidariedade social com experiência na área da saúde – o Montepio Rainha D. Leonor”, afirmou Tinta Ferreira.
“Teremos condições para reabrir o Hospital e proporcionar condições melhores para usufruir dos tratamentos”, manifestou, e evocando que a água “é um medicamento não invasivo”, apelou ao Governo que comparticipe os tratamentos termais, o que está a ser negociado pela Associação de Termas de Portugal.
O ministro Adjunto revelou que os ministérios da Saúde e da Economia estão a estudar soluções conjuntas para o termalismo, mas recusou adiantar se os tratamentos termais vão voltar a ser comparticipados, como chegaram a ser no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.
“Num quadro [orçamental] exigente estamos atentos ao papel que o termalismo tem no turismo e na saúde”, disse Eduardo Cabrita, assegurando que os respetivos ministérios “encontrarão a solução mais adequada para este setor” no âmbito da preparação do próximo Orçamento do Estado.
O membro do Governo realçou a afirmação da competitividade local que a água termal proporciona, em contraste com “tempos de menor brilho e em muitos locais de alguma decadência”, correspondendo a “uma ideia antiquada de turismo”.
“Esse tempo mudou”, indicou o ministro, para quem “o termalismo renasceu” associado “a um desafio global”, na área da saúde e do bem-estar e, no caso das Caldas da Rainha, a uma recuperação patrimonial que vai ao encontro do “processo profundo de descentralização” que está a ser desenvolvido pelo Governo. Segundo sustento, as autarquias locais são quem “tem melhores condições” para a recuperação dos equipamentos públicos abandonados ou em degradação, elogiando, por isso, a autarquia caldense por ter aceite a cedência do hospital termal.




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