Suspeitos de tráfico e viciação de carros aguardam investigações em liberdade

Francisco Gomes

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Seis suspeitos de pertencerem a um grupo dedicado ao tráfico e viciação de automóveis desmantelado no dia 28 de março pela Polícia Judiciária de Leiria, no âmbito de operações realizadas em cinco localidades, entre as quais Caldas da Rainha, Leiria, Loures, Lisboa e Cascais, ficaram em liberdade a aguardar o desenrolar do processo judicial.

Dos autos resulta que pelo menos desde o mês de novembro de 2015 e até ao dia da detenção, os arguidos, com idades compreendidas entre 28 e 43 anos, cada um com o seu tipo de intervenção, estabeleceram ligação com um grupo organizado que se dedica ao furto e falsificação de veículos, abrangendo diversos países da Europa, nomeadamente Espanha, Itália, Bélgica, Suíça e Áustria, praticando em território nacional vários crimes de falsificação de documentos e de recetação. Até à data foram localizados e apreendidos em território nacional catorze veículos, os quais foram alvo de furto no estrangeiro, bem como de falsificação, tendo sido posteriormente adquiridos pelos arguidos que, por vezes, os venderam a terceiros, os quais os compraram de boa-fé.

Alguns dos arguidos tinham na sua posse veículos que foram alvo de furto e falsificação e outros artigos relacionados com a atividade denunciada, tais como documentos de diversa natureza.

No âmbito do primeiro interrogatório judicial em Leiria, o juiz de Instrução Criminal, considerando a existência de perigo de continuação da atividade delituosa, determinou que os arguidos aguardassem os trâmites do processo sujeitos a medidas de coação. No tocante a dois arguidos fixou que os mesmos aguardassem sujeitos às obrigações decorrentes do termo de identidade e residência (TIR). Em relação a outros dois arguidos, para além do TIR têm a obrigação de apresentação semanal no posto policial da sua área de residência. No que respeita aos outros dois arguidos determinou que acrescentassem ao TIR e à apresentação semanal em posto policial, a proibição de contactarem, por qualquer meio, com os outros arguidos.

A investigação prossegue sob direção do Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.

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