JORNAL DAS CALDAS: Estando a ser festejados os 35 anos da AIRO, que balanço faz da atividade? Foram atingidos os objetivos propostos?
Ana Maria Pacheco: Faço um balanço muito positivo e sentimos o reconhecimento do caráter de associação de interesse público sem fins lucrativos no nosso dia a dia. E também no que diz respeito aos principais objetivos traçados pelas direções a que presido desde 2002: implementação regional, sustentabilidade económica e autonomia financeira, apoio sistemático e objetivo aos sócios, consideramos estarem conseguidos. Tudo isto com uma estrutura empresarial leve e equilibrada. Penso que a AIRO em 2016 faz claramente parte dos players estratégicos da economia da região Oeste.
JORNAL DAS CALDAS: Quantos associados tem a AIRO? O número satisfaz? O que leva à adesão e quais são os requisitos e condições?
Ana Maria Pacheco: Temos 250 associados, representando à data um volume de negócios de cerca de 700 milhões de euros. Claro que gostaríamos que fossem mais e reforçamos o convite à adesão. Gostaríamos sobretudo que houvesse mais empresas na região, industriais de média ou grande dimensão, mais empregadoras, que compensassem as muitas que encerraram sobretudo na década passada. Tem havido um lento crescimento e na AIRO também tentamos atrair investidores para a região. Para além disto há que considerar uma certa pulverização das empresas existentes e que acreditam nas vantagens do associativismo pelas inúmeras associações existentes na região.
Para ser sócio, basta ter empresa em atividade. As quotas são proporcionais à faturação e vão de 72 euros a 240 anuais (empresas com faturação superior a um milhão). Sócios em início de atividade só pagam 60 euros no primeiro ano.
JORNAL DAS CALDAS: Qual a área geográfica de abrangência da AIRO? Como caracteriza ao nível das condições as Zonas Industriais e Áreas de Localização empresarial existentes na zona de intervenção?
Ana Maria Pacheco: São os 12 municípios da região correspondentes em território à Comunidade Intermunicipal da Região Oeste: Nazaré, Alcobaça, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Cadaval, Lourinhã, Alenquer, Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos.
Áreas de Localização Empresarial com oferta integrada de serviços de apoio (infantários, correio, etc), toda uma estrutura amiga das empresas e da produtividade e, facilitando a vida a quem nelas trabalha, creio que ainda não existe nenhuma.
Quanto às Zonas Industriais, de uma maneira geral têm as condições básicas e a diferença nota-se nas que têm mais vida, porque nelas existem mais empresas e movimento. E já que respondo ao Jornal das Caldas, note-se que o esforço feito na melhoria da Zona Industrial das Caldas da Rainha, tornando-a mais atrativa, está a ter retorno, com mais investimentos e empresas, o que muito nos satisfaz.
JORNAL DAS CALDAS: Há quantos anos é presidente da AIRO? Como carateriza os seus mandatos?
Ana Maria Pacheco: Desde 2002, logo 14 anos. É um trabalho de equipa voluntário de quem acredita no valor do empreendedorismo e do associativismo, para empresas mais fortes e preparadas para a concorrência global, logo motores de emprego e desenvolvimento. O resto é consequência…por exemplo a criação de muitas empresas apoiadas pela AIRO como entidade parceira de apoio técnico do Instituto de Emprego e Formação Profissional desde 2011, cerca de 100 novas empresas na região…
JORNAL DAS CALDAS: A que se deveu a recente mudança de designação passando de “industrial” para “empresarial? Teve reflexos? Não colide com outra associação, ACCCRO, que também mudou o nome para “empresarial”?
Ana Maria Pacheco: Essa mudança ocorreu em 2012, logo não é assim tão recente, e foi para corresponder à realidade do tecido empresarial (menos indústria e mais serviços), que já se traduzia no tipo de atividade dos sócios, sendo o setor de serviços muito representativo.
Há muitas associações empresariais. Não há qualquer razão para colisões com quem quer que seja, que aliás nunca aconteceram. O que interessa e distingue são as atividades concretas desenvolvidas, os seus resultados e a perceção que os beneficiários (sócios e sociedade em geral) têm disso.
JORNAL DAS CALDAS: Porque resolveram no evento comemorativo homenagear António Guterres?
Ana Maria Pacheco: Sendo o tema do jantar/tertúlia dos 35 Anos da AIRO “Por um mundo mais justo e Feliz”, quisemos mostrar apreço e apoio a um compatriota que já tanto fez pelo mundo nos seus 10 anos no Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e também apoio para a enorme missão que vai desempenhar a partir de 1 janeiro 2017 como secretário-geral da ONU:
JORNAL DAS CALDAS: Que projetos a curto prazo tem a AIRO previsto concretizar?
Ana Maria Pacheco: O curto prazo está muito ativo, pois prosseguimos todas as ações habituais de apoio ao tecido empresarial, ligação escola/empresa, consultoria, e outras, e como a partir de julho deste ano começou a sair a aprovação de projetos apresentados no quadro comunitário de apoio 2014/2020), há que concretiza-los com a qualidade e nos prazos exigidos.
Francisco Gomes




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