José Augusto Silva foi ainda condenado ao pagamento de uma indemnização de 165 mil euros à família da vítima, que deixou uma filha menor, de 13 anos.
O crime ocorreu em setembro do ano passado. Maria João Cordeiro, de 51 anos, natural das Caldas da Rainha e residente na Delgada, fartou-se de contínuas agressões verbais e da pressão psicológica a que, como chegou a contar às autoridades policiais, era submetida pelo companheiro, de 54 anos, e quando este passou das palavras aos atos e a agrediu fisicamente apresentou queixa na GNR e acabaram a relação, que durava há cerca de um ano.
Após José Batista da Silva ter sido constituído arguido no processo de violência doméstica, decidiu matá-la, golpeando com uma faca de cozinha em várias partes do corpo. Segundo o acórdão do tribunal, foi desferido “um número não apurado de golpes, atingindo-a designadamente ao nível da cabeça, pescoço, tórax, dorso, abdómen e membros superiores”. “O arguido continuou a desferir golpes na ofendida mesmo quando a mesma já não apresentava qualquer reação corporal. Ao agir deste modo o arguido causou várias lesões na ofendida, das quais resultou direta e necessariamente a sua morte, como era seu propósito”, refere o tribunal.
De seguida, dirigiu-se a uma colega de trabalho da vítima, referindo “ajuda-me a pô-la dentro do carro, senão eu mato-te”. Constrangeu-a assim a auxiliá-lo a colocar o corpo da vítima na bagageira do seu automóvel.
O suspeito compareceu na esquadra da PSP de Caldas da Rainha vinte minutos depois de ter cometido o crime, “referindo que tinha morto a vítima e indicando que o corpo se encontrava na bagageira de um veículo, estacionado por ele nas imediações” das instalações policiais, revelou a PSP.
Natural do Cadaval, residia nas Caldas da Rainha. Era carpinteiro de cofragens mas ultimamente fazia biscates em estufas de morangos nas Caldas da Rainha.
Foi condenado pelo crime de homicídio qualificado e um crime de coação.
Francisco Gomes



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