Tratou-se de uma iniciativa da Escola Básica e Secundária de São Martinho do Porto, que quis comemorar os seus trinta anos de uma forma diferente, tendo o valor da inscrição revertido a favor dos bombeiros, sendo angariados 1.121 euros.
Apesar da chuva, os cerca de 200 participantes, entre pessoas de todas as idades, inclusive docentes, alunos, encarregados de educação e funcionários, esperavam em frente à entrada da Escola Básica e Secundária de São Martinho do Porto, para receber os sacos, t-shirts e bonés dos patrocinadores, um dos quais o Região da Nazaré (Grupo Medioeste), e para o arranque da caminhada, com 5,5 km de percurso. No entanto, antes de dar o sinal de partida, Luísa Sardo, diretora do agrupamento de Escolas de São Martinho do Porto (AESMP), fez questão de entregar o cheque simbólico aos bombeiros.
Dado o sinal de partida, os caminheiros, acompanhados dos padrinhos, Ana Mafalda Ferreira (atleta que foi aluna desta escola) e João Pereira (triatleta que obteve o 5º lugar nos Jogos Olímpicos 2016, que é filho de uma professora do Agrupamento), saíram da escola em direção à Praia da Gralha, passando pelo Monte do Facho, onde tiveram que fazer uma paragem, por causa da chuva. Retomada a caminhada, ainda de passo apressado por causa do tempo, os participantes apreciavam a paisagem e outros abrandavam o ritmo para tirar fotografias.
De seguida passaram a Capela de Santo António, subindo até ao Miradouro do Cruzeiro, onde mais uma vez os caminheiros fizeram uma paragem para repor as energias e juntar os participantes, que se tinham dispersado por causa da chuva. Após uns minutos, seguiram em direção à Travessa de Santo António, passando pelo jardim da Praça Engenheiro Frederico até chegarem à Calçada Dom Pedro V.
Já cansados e todos molhados, os participantes contornaram a igreja de São Martinho do Porto, descendo em direção ao Mercado, seguindo o percurso até à escola.
No final do passeio de duas horas, Luísa Sardo sublinhou que foi “uma caminha solidária molhada e abençoada, com uma paisagem muito bonita, só foi pena o tempo, que não ajudou”. Também destacou que “a caminhada, para além de promover hábitos de vida saudável, teve a intenção de obter uma verba através das inscrições (cinco euros o adulto e dois euros o estudante) que foi entregue na totalidade para os bombeiros”.
Esta experiência foi, segundo Luísa Sardo, “uma maneira simbólica que não pesa muito e que no final, dá uma grande ajuda aos bombeiros”. Apesar da pouca participação de alunos, a diretora da AESMP mostrou-se satisfeita com o número de inscrições e participações de pessoas vindas das Caldas da Rainha e de Alcobaça.
“A minha aposta era as duzentas pessoas e o objetivo foi cumprido”, frisou.
A iniciativa também serviu para os alunos e os funcionários, juntamente com familiares, comemorarem os trinta anos da sede do Agrupamento no local atual. “A escola do 2º ciclo funcionou junto ao miradouro da zona histórica, mudando de instalações em outubro de 1976. Em 2013 a escola sofreu obras de requalificação que melhoraram significativamente os problemas nas infraestruturas, favorecendo uma melhor prestação do serviço educativo”, explicou a responsável, adiantando que a “escola tem evoluído e encontra-se bastante bem equipada, num sítio com espaço livre para as crianças correrem e brincarem”.
Mariana Martinho









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