Após terminar a licenciatura e de uma experiência de trabalho no estrangeiro, a jovem comercial decidiu apostar no negócio da familiar, aceitando a proposta feita pelo pai, Pedro Martinho.
“Quando voltei para Portugal, há cinco anos, o mercado de trabalho para jovens licenciados não estava muito favorável. Então pensei porque não aceitar a oferta do meu pai?”, explicou a comercial, adiantando que “estes cinco anos inserida no meio têm sido uma experiência muito boa e engraçada ao mesmo tempo”.
No início, admite que foi “duro a aceitação por parte do sexo masculino, ao ver uma mulher jovem no ramo dos usados”, sendo que no ramo dos veículos novos é algo natural. Conta que “lidei com situações em que maioria dos homens mais velhos preferiram falar com outro vendedor. Claro que encarei sempre com um sorriso no rosto, tentando dar a volta ao assunto”.
Apesar de hoje em dia “sentir-se integrada” no universo maioritariamente masculino, Filipa Martinho acha que este mundo já não é tão preconceituoso em relação às mulheres. “Atualmente, não sinto tanta resiliência por parte dos clientes. Todos me tratam muito bem já não oiço aqueles comentários machistas que se associa ao mundo automóvel e felizmente nunca tive nenhuma situação de desrespeito”, comenta, adiantando entre sorrisos que até acaba por efetuar mais vendas que propriamente os vendedores do sexo masculino.
“Para mim enquanto mulher tem sido fascinante entrar neste mundo, que pertence em grande parte aos homens”, frisou, recordando que “ao longo destes cinco anos de atividade, consegui criar uma carteira considerável de clientes”.
Quem ficou “contente” com a preferência de Filipa foi o pai, Pedro, proprietário e apaixonado pelo mundo automóvel e também ele foi o grande responsável pela ligação da filha, desde bem cedo, ao ramo.
Para o pai, a jovem “adaptou-se perfeitamente ao negócio e tem vindo a mostrar valor num mundo de homens, com resultados muitos positivos do que qualquer outro comercial”. Além disso, esclarece que neste ramo “precisamos sempre de inovar e sobretudo, continuar a implementar um serviço de qualidade, transparência, confiança e simpatia, junto dos clientes”.
Ambos são responsáveis pelo negócio de cariz familiar, fundado em 1992 por Pedro Martinho, que preferia negociar automóveis usados do que continuar a trabalhar na atividade marítima.
Em vinte e quatro anos de atividade, o responsável adianta que “o balanço é muito positivo, quer em termos de vendas, quer em termos de clientes”. Mesmo com a crise que se abateu no país, nos últimos anos “o espaço comercial continua a ter um volume de vendas considerável, em média 20 viaturas por mês para um stock de 50”.
Os responsáveis apostam na conquista, satisfação e fidelização dos seus clientes, prometendo e assegurando a qualidade dos serviços, desde do automóvel, do financiamento, do seguro e do pós-venda.




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