O PEV tem conhecimento que está a decorrer na Reserva Natural das Berlengas o projeto Life Berlengas, coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Câmara Municipal de Peniche e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL).
Este projeto tem como objetivos a conservação de habitats e espécies ameaçadas na reserva da Berlenga, por meio de uma gestão sustentável da mesma, com o principal objetivo de identificar as principais ameaças às populações de aves marinhas e às plantas endémicas da ilha e definir ações de minimização/erradicação.
A classificação das Berlengas ocorreu há 35 anos, como Reserva Natural, pelo Decreto-Lei nº 264/81, de 3 de setembro, dada a sua “importância enquanto ecossistema insular, o valor biológico da área marinha envolvente, o elevado interesse botânico, o papel da ilha em termos de avifauna marinha e a presença de interessante património arqueológico subaquático”. Desde 2011 as Berlengas integram a Rede Mundial de Reservas da Biosfera, instituída pela UNESCO “numa perspetiva de promover o equilíbrio entre as sociedades humanas e os ecossistemas.”
O projeto Life em causa, cofinanciado por fundos comunitários terá a duração de cerca de 4 anos, de 1 de junho de 2014 a 30 de setembro de 2018, e prevê várias ações e intervenções que têm levantado grande polémica no mundo científico e conservacionista.
O Partido Ecologista Os Verdes, partilha da preocupação que estas questões levantam, nomeadamente o “plano previsto de erradicação de espécies consideradas invasoras como o Rato-preto (Rattus rattus) e o Coelho-bravo (Oryctolagus cunniculus), com recurso à utilização de anticoagulantes. Ações essas que se supõe terem início agora no final da época balnear”.
Preocupações estas agravadas pelo facto de, segundo nota enviada do Partido Ecologista “Os Verdes, “até à data não haver conhecimento de prova científica de que o rato preto e o coelho possam ser realmente consideradas espécies invasoras na Berlenga, trazidas pelo homem”.
Da mesma forma acreditam que os conhecimentos existentes não são suficientes para que se consiga “concluir que estas duas espécies têm um impacte significativo negativo sobre as aves nidificantes da ilha que justifique e suporte o seu extermínio”.
Os Verdes têm acompanhado este assunto, tendo já reunido com vários cientistas e especialistas na matéria, como Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e com a Câmara Municipal de Peniche.




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