A assinatura dos acordos de parceria entre as três instituições contou com a presença do presidente da UE-CPLP, Mário Costa, e de representantes de Timor-Leste, Brasil, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, que aproveitaram para visitar todos os stands, provando as frutas e vinhos.
Após a visita no espaço da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, Tinta Ferreira salientou “que a promoção do setor primário deve ser devidamente divulgada e desenvolvida junto dos nossos países irmãos”, de forma a “cada vez mais incrementar as relações económicas”.
Considerou esta parceria “um elemento importante e uma alavanca para a criação de riqueza” em cada um dos países da CPLP, de modo a criar “condições de bem-estar aos nossos povos e populações”.
No âmbito do setor primário praticado na região, Tinta Ferreira sublinhou que “estamos a criar condições para que haja ligações económicas”, bem como “uma relação entre a importação e a exportação dos produtos hortícolas e da fruta dos vários países”, de modo a valorizar a atividade e acrescentar valor ao produto.
Esta parceria é o “início de um percurso entre produtos e importadores/exportadores de cada país, que estão a trabalhar juntos para gerar riqueza para todos”.
Na sessão Mário Costa, presidente da UE-CPLP, explicou aos empresários presentes que a instituição surge no contexto da Confederação Empresarial da CPLP, contando atualmente com mais de 400 organizações associadas dos vários países da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste).
Esta instituição pretende assim “promover a divulgação e implementação de produtos e serviços das várias regiões, com o intuito da exportação” e ainda procura facilitar o “encontro de parceiros para a concretização de negócios”.
Apesar dos nove países terem realidades culturais e desenvolvimento económico muito diferentes, a EU-CPLP procura valorizar a prestação de serviços que vão desde a divulgação dos sistemas de incentivos à exportação, à realização de ações de qualificação profissional ou a criação de estruturas que facilitem o diálogo com os organismos governamentais e económicos de cada país.
“Estão criadas todas as condições para que este projeto seja um sucesso”, considerou, adiantando que a união traz “vantagens não só em termos de compra e exportação” como procura potenciar a complementaridade para ajudar a produzir maior qualidade e criar riqueza nos países de origem.
Da visita ao certame surgiu também o convite para que a AIRO participe no fórum empresarial em São Tomé e Príncipe, de modo a que os associados “criem relações empresariais saudáveis” nas áreas do turismo, agricultura, pescas e serviços.
Felisberto Guerra, representante do núcleo da Guiné-Bissau, impressionado com os equipamentos presentes na Frutos, manfestou que “uma feira como esta é vital para São Tomé e Príncipe, pois carece de meios técnicos e materiais”.
O representante salientou que o governo tem uma linha de crédito para promover a produção interna em São Tomé e Príncipe, com o apoio de empresas portuguesas que queiram investir ou fazer parcerias com empresários. Os gestores portugueses “não necessitam de visto” para entrar no país e têm todo acompanhamento no processo de criação das empresas e na sua organização ao nível da fiscalidade.
Xavier Martins, presidente do Instituto de Certificação da CPLP, falou sobre a certificação dos produtos, “em que existe um problema nos países membros, pois não dispõem de um laboratório creditado”. Por isso, o objetivo é “criar condições para certificar e depois manter o processo produtivo entre os países”.
Mariana Martinho






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