“Os novos alunos aderiram em força a todas as iniciativas, sendo uma maneira de integrar e de conhecer novas pessoas. Além disso, é um momento de convívio, fora do ambiente de aulas”, referiu, sublinhando que houve uma maior adesão do que em anos anteriores. “Os feedbacks que recebemos foram bastante positivos”, afirmou.
O Leilão do Caloiro decorreu no bar da escola, onde participaram cerca de 70 novos alunos. A iniciativa consistiu na venda de lotes de 6 a 8 alunos de primeiro ano, com base de licitação mínima de 5 euros. Estes grupos, chamados um a um, tiveram de convencer os veteranos a entrar na disputa pela sua compra, sendo que os vencedores ganharam o direito de levar os caloiros para jantaradas. Esta atividade teve como intuito integrar os estreantes na comunidade estudantil. O dinheiro angariado no leilão reverteu a favor da associação de estudantes e para cobrir algumas despesas da festa. Seguiu-se o “rally tascas”, do qual fizeram parte diversos bares da cidade e um peddy paper, em que os alunos percorreram Caldas, ficando a conhecer alguns dos locais mais emblemáticos.
“Muitos não são das Caldas e precisam de conhecer melhor a cidade”, explicou, acrescentando que a festa “contou com várias bandas e dj´s, e música para todos os gostos”.
O evento estudantil trouxe grande animação à cidade, entre os dias 3 e 6 de novembro. Um cartaz recheado de animação na antiga JL Barros, junto à rotunda de entrada e saída da A8, com a atuação de Fuzzil, Cave Story, ADN, Rivas, Akur, Fuzz, Los Waves, LBR, Razat, Vj Pixel Bitch, Lionskin, Les Crazy Coconuts, Dj Gullez e Stereossauro.
A semana terminou mais cedo, porque no dia 7 a associação de estudantes cancelou a festa para “não acumular despesas que não possa suportar”.
Evento alternativo
Um grupo de três alunos – Pedro Antunes, Francisca Marques e Marina Lobo – teve a ideia de organizar uma receção alternativa ao novo aluno, para fazer frente aos preços praticados pelos “Dentes de Leite”, organizado pela associação de estudantes. Para os “Dentes do Siso”, os quinze alunos dos cursos de Artes Plásticas, Som e Imagem e Design Gráfico e Multimédia juntaram-se quando souberam que o evento era em “recinto fechado, isolado da cidade e com um custo elevado”.
De acordo com a organização, a semana alternativa contemplou “os espaços frequentados ao longo do ano pelos estudantes”. A programação incluiu exposições de design, artes plásticas, performances, concertos, entre outros eventos. As atividades foram gratuitas, à exceção das noites de quinta e sexta-feira na discoteca Parqe, cuja entrada teve o custo fixo de um euro.?Entre as diferentes iniciativas, houve um concerto de Two Pirates and a Dead Ship, uma jam session, uma performance de Vítor Freitas e um espetáculo de fogo, levado a cabo por Frederico Paradela e Ricardo Martins.
Segundo a organização, o evento superou as expetativas, “com bastante adesão devido ao constante descontentamento face a eventos com custos elevados dos “Dentes de Leite”.
“Recebemos bons feedbacks tanto de novos como de antigos alunos, e conseguimos encher os espaços e isso é muito gratificante, tendo em conta que tivemos cerca de duas semanas para organizar o evento”, relatou o grupo promotor.
Sobre este evento alternativo ao seu, a associação de estudantes disse “compreender o fato de os preços serem elevados e se fosse possível a diminuição dos mesmos isso seria feito. Para nós era uma oportunidade de termos a desculpa para conseguir fazer barulho sem que ter de acabar à uma da manhã”.
Mariana Martinho









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