Emoçãoe alegria marcaram a sessão que reuniu várias entidades, atuais e antigos professores, alunos e funcionários para celebrar os 25 anos de uma escola que trouxe para as Caldas da Rainha um novo modelo de ensinoque ajudou no combate ao abandono escolar e foi uma resposta às necessidades do tecido económico e social desta região.
A ETEO iniciou a sua atividade nos Pavilhões do Parque D. Carlos I, com apenas duas turmas, uma do curso “Profissional de Técnico de Gestão e Organização de Empresas” e outra do “Curso Profissional de Técnico de Turismo”. Hoje tem 15 turmas de cursos em áreas diversificadas, num total de 555 alunos.
O impulsionador do projeto de criação desta escola foi o então presidente da Associação Comercial dos Concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos (ACCCRO), João Davim. “A ETEO nasceu para dar resposta ao tecido empresarial do Oeste e é muito bom verificar que deu este excelente resultado”, disse durante a iniciativa.
Também mentores deste projeto foram o ex-dirigente da AIRO (Associação Industrial da Região Oeste), Colares Pereira, António Carneiro pela Região de Turismo do Oeste e Fernando Costa, então presidente da Câmara das Caldas.
A cerimónia iniciou com um momento de animação musical pelo Conservatório de Música das Caldas da Rainha. De seguida decorreu a atuação do Grupo de Bombos da ETEO, acompanhado por um bailado da Escola Vocacional de Dança das Caldas da Rainha.
Filomena Rodrigues, que está na direção da escola desde 1991, fez questão de agradecer a todas entidades e pessoas que têm ajudado a escola durante todos estes anos, incluindo alunos, funcionários e professores, destacando “o forte trabalho em equipa”.
“As escolas profissionais fizeram história, preenchendo uma lacuna na formação dos jovens”, sublinhou, pedindo aos decisores políticos “condições de estabilidade, possibilitadoras da continuação de um trabalho profissional e inovador”.
Recordou que a entidade proprietária da escola, a APEPO – Associação para o Ensino Profissional do Oeste, tem como associados a ACCCRO, AIRO, Câmara das Caldas, o Turismo do Centro de Portugal e o Montepio Rainha D. Leonor (Associação Mutualista).
Desde o início a trabalhar neste projeto, Sá Lopes, diretor pedagógico da ETEO, salientou que durante estes 25 anos foi feito muito trabalho que tornou possível o crescimento da escola. “A ETEO nasceu do quase nada, sem instalações próprias, sem equipamentos, mas com um especial grupo de profissionais disponíveis para trabalhar naquelas condições adversas”, disse. O responsável lembrou que, apesar de estarem em instalações precárias, houve sempre muita procura por parte dos jovens. Na sua opinião, o segredo foi a equipa escolhida e o ambiente criado na escola. “Família, é a palavra quase constante das opiniões recolhidas de ex-alunos e colaboradores”, adiantou, revelando que já certificaram 1198 jovens com cursos profissionais de nível IV.
José Presa, presidente da ANESPO (Associação Nacional das Escolas Profissionais), destacou a trajetória de sucesso da ETEO. Sublinhou que os alunos que optaram por cursos profissionais estão ao mesmo nível dos outros de ensino regular”. “Não são alunos de segunda, são de primeira”, afirmou, acrescentando que “os países mais avançados da União Europeia são exatamente aqueles que mais apostam na formação profissional”. Segundo este responsável os grandes objetivos nacionais são colocar pelo menos 50% dos alunos do secundário em percursos qualificantes.
Presente nesta sessão esteve Gonçalo Silva, presidente da ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional) que elogiou o fato do auditório estar lotado, o que “corresponde àquilo que é hoje o ensino profissional”. “A dupla cerificação é a grande característica do nosso sistema e quem opta por estes caminhos não está a optar por uma segunda escolha ou facilitismo”, frisou, referindo que “o Ensino Profissional promove o sucesso escolar pela sua diversidade e pela motivação que dá aos jovens a encontrar uma resposta para alcançar o sucesso”.
Revelou ainda que os jovens que seguem os cursos profissionais estão bem preparados para prosseguir os estudos, lamentando que o sistema de acesso ao ensino superior coloque exames cujo conteúdo estão desenhados para outra oferta.
O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, que também como vereador da Educação apoiou a ETEO, apontou que foi com a escola que se desmitificou a ideia do ensino profissional, abrindo portas a outras escolas do género no país.
Para o autarca “comemorar os 25 anos da ETEO é celebrar a história da educação nas Caldas, das pessoas que passaram por esta escola, que hoje ocupam cargos importantes na cidade e na região”.
“A ETEO é uma escola viva e isso é uma das coisas que mais me agrada”, declarou Manuela Faria, em representação do Ministro da Educação, que fez um discurso dirigido aos alunos, incentivando-os “a não desistir do país” quando ingressarem no mercado de trabalho.
Durante uma tarde inteira foram muitos os discursos e as memórias proferidas por entidades, professores, funcionários, que deram o seu testemunho sobre a ETEO.
Fernando Costa, que já era presidente da Câmara quando a ETEO foi criada, lembrou que na altura havia muitas dúvidas sobre o futuro das escolas profissionais, mas sublinhou que a aposta foi ganha.
Segundo o autarca, o novo edifício (que tem cinco anos) custou 1,5 milhões, dos quais 1,1 milhões foram pagos pela Câmara.
Durante a cerimónia houve também lugar a pequenos discursos dos representantes das entidades (Paulo Agostinho da ACCCRO), Ana Maria Pacheco da AIRO, Alberto Pereira, vereador da Educação e José Luís Pereira Ferreira, administrador do Montepio Rainha D. Leonor), que sublinharam a qualidade dos alunos formados na ETEO.
Também Manuela Silva, chefe dos Serviços Administrativos desde 1990, e a professora Helena Rodrigues, que estão na ETEO desde o primeiro ano letivo, deram testemunho das suas memórias destes 25 anos, naquilo que terá sido um dos momentos mais aplaudidos da sessão.
Na cerimónia foram homenageados os melhores alunos por curso durante o período dos 25 anos da Escola. A melhor aluna de sempre ao longo de toda a história da ETEO também foi premiada. Os estudantes com melhores notas do ano letivo passado foram igualmente distinguidos.
No final todos os alunos cantaram o novo hino da ETEO.





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