A Pastelaria Baía Rei das Cavacas, o Café Central e a Casa do Pão de Ló de Alfeizerão fazem parte da lista das 80 pastelarias selecionadas para o concurso “A Minha Pastelaria Compal”, do jornal Correio da Manhã e da Compal, tendo como objetivo eleger e valorizar as melhores pastelarias portuguesas.
Nas Caldas da Rainha, a pastelaria Baía Rei das Cavacas está nomeada na categoria “a especialidade da casa mais original”, enquanto o Café Central está na corrida para a pastelaria com mais história.A Casa do Pão de Ló de Alfeizerão também está a concorrer na categoria “Bolos clássicos de comer e chorar por mais”.
O concurso é promovido pela Compal com o apoio da Cofina, das Escolas de Turismo de Portugal e da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, que tem como objetivo premiar a excelência das pastelarias e cafés nacionais, através da qualidade dos produtos e matérias-primas, valorizando a tradição, as histórias, os sabores irresistíveis e o atendimento.
Como nem todas as pastelarias são iguais, o concurso procura premiar aquelas que se destacam e por isso, o top 80 foi apresentado com base em oito categorias como o Melhor Croissant de Portugal, os Bolos clássicos de comer e chorar por mais, a especialidade da casa mais original, as Torradas mais estaladiças e saborosas, o Melhor Ambiente e decoração, a Esplanada mais cool para uma tarde de verão, a Pastelaria com mais história, o Melhor serviço de pastelaria do país e ainda o Pão mais saboroso de Portugal.
As 80 pastelarias selecionadas na primeira fase agora vão ser alvo de uma avaliação mais detalhada, por parte do júri, para apurar as 40 finalistas no final de setembro. A partir do dia 5 de outubro, as oito pastelarias vencedoras, uma por cada categoria, serão escolhidas pelo júri e por uma votação online do público.
O concurso “A Minha Pastelaria Compal” pretende contribuir para o reforço da identidade e posicionamento das pastelarias, salientando a sua importância cultural e gastronómica. Também contém uma componente de solidariedade social, em que cada menu vendido de dois euros (inclui um néctar Compal, uma especialidade da casa a definir pela pastelaria e um café) entre 10 e 20 de setembro contribui para um pequeno-almoço às escolas de cada região.
A escolha das pastelarias estará a cargo de um júri reconhecido, composto pela fadista Cuca Roseta, Isabel Zibaia Rafael, bloguer culinária de referência, Osvaldo Piuza, reputado chef de Pastelaria e panificação, e Virgílio Gomes, destacado consultor gastronómico.
Pastelaria Baía Rei das Cavacas
Com três décadas de história, a pastelaria Baía Rei das Cavacas é uma das casas de estimação da cidade, que voltou à ribalta com a participação na conquista do prémio para “A especialidade da Casa Mais Original”, do concurso “ A minha pastelaria Compal”.
A Pastelaria Baia Rei das Cavacas é uma das mais antigas da cidade de Caldas da Rainha e encontra-se situada em pleno largo do Hospital Termal.
A pastelaria distingue-se pela excelência do seu fabrico próprio. As suas especialidades são as trouxas de ovos, as cavacas e os beijinhos.Estes produtos são procurados não só por nacionais como por estrangeiros, que visitam a cidade à procura das especialidades típicas da região.
Maria de Lurdes, responsável pela Baía Rei das Cavacas disse ao JORNAL DAS CALDAS, que a pastelaria é especialista em” doçaria tradicional através da confeção dos produtos, que ainda preserva as técnicas de confeção manuais. Fruto destas mesmas técnicas, as trouxas de ovos são a especialidade com que a pastelaria vai participar no concurso”
“A iniciativa é boa, sendo uma espécie de promoção para os produtos da região e para o espaço. Pois nota-se com as obras e o encerramento das termas, o turismo fugiu desta parte da cidade”, declarou.
O espaço já foi visitado na passada quarta-feira por um júri, que segundo a proprietária, “delirou com a minha trouxa de ovos e com o espaço”.
“O objetivo é chegar o mais longe possível e com isso, ganhar mais nome a nível nacional”, manifestou.
Café Central
A parede do moderno Café Central nas Caldas da Rainha, conhecida pelo unicórnio desenhado por Júlio Pomar, convive hoje em dia com os gelados de vários sabores e está na corrida da categoria da pastelaria com mais história, do concurso “A minha pastelaria Compal”.
O Central funciona desde o início do século XVIII, guardando episódios de conspiração política e histórias ao longo dos últimos 20 anos.
Luísa Pião, a atual proprietária do café desde 1995 decidiu participar no concurso sendo uma “forma engraçada de divulgar o espaço. Mas inicialmente, a minha ideia era concorrer com os gelados, só que acabaram por nos selecionar na categoria o café com mais história”
“Acho que é uma iniciativa muito engraçada, pelo menos traz um certo movimento ao café e faz vir mais pessoas, para ver o espaço, o painel, o lambrim de madeira escura e o desenho do chão”, salientou.,
O café abriu em maio de 1996, e Luísa decidiu mantê-lo com o mesmo nome, sendo um dos primeiros cafés das Caldas. Como tal, o objetivo da proprietária é chegar ao final e ganhar, pois este é “um dos cafés com mais episódios, tendo sido um local de conspiração da oposição ao regime como esteve sempre ligado a uma certa elite pensante, que organizava tertúlias e discussões”.
Nos anos 30, era chamado o Café Galinha, por causa do dono Franklin Galinha, que um dia decidiu colocar à porta um autofalante, para gritar música e notícias. Mais tarde, nos anos 50, o café passa para as mãos de uma família caldense, os Maldonado Freitas.
A família Maldonado Freitas tornou o Central num símbolo de oposição a Salazar, o que contrastava com o café Zaira.
Hoje em dia, o café que está no coração das Caldas, no nº69 da Praça da República e é um laboratório de gelados caseiros, com sabores típicos da região como a pera rocha com mel de sabugueiro e ginja de Óbidos.
Casa de pão de ló de Alfeizerão
Desde 1925 que a receita dopão de ló de Alfeizerão quetem como origem no Mosteiro de Stª. Maria de Cós, convento cisterciense feminino fundado no século XII pelo abade de Alcobaça em Cós, D. Fernando, se encontra na Casa do Largo Pão de Ló de Alfeizerão.
Quando das perseguições às ordens religiosas começaram, algumas freiras ter-se-ão refugiado em Alfeizerão e transmitido a receita a senhoras da terra. Tendo sido, uma das iguarias mais apreciadas pelo cavaleiro Vitorino Froes, amigo do rei D. Carlos que aqui vinha frequentemente, passar temporadas entre a quinta de Alfeizerão e uma casa em S. Martinho do Porto.
Segundo a lenda, numa das vezes que a corte veio para estas pastagens, o nervosismo era tanto que a cozedura do bolo ficou incompleta dando-lhe a sua consistência e aspeto atual. O rei e a restante corte elogiaram tanto a tamanha iguaria, e assim se chegou ao pão de ló de Alfeizerão.
A iguaria comercializada em casa própria e respeitando a tradição, concorre à categoria “Bolos clássicos de comer e chorar por mais”.
Helena Castro, proprietária, disse ao JORNAL DAS CALDAS que recebeu a proposta através de um email e achou que “seria interessante participar e fomos selecionados para ficar nos dez melhores na categoria dos “Bolos clássicos comer e chorar por mais”.
Para a proprietária, a iniciativa é uma “forma simpática das pessoas falarem do bolo e da casa, por isso, esperamos que os nossos clientes nos apoiem, através do voto online”.









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