Durante a visita, a ministra teve a oportunidade de ouvir as preocupações dos produtores em relação à produção de pera rocha, que deverá ter este ano uma quebra de 50%, ficando-se pelas 110 mil toneladas, mas, em contrapartida, a “qualidade do fruto é superior”.
“Vai-se perder cerca de 50% da produção”, afirmou João Alves, produtor de pera rocha no Bombarral, o que significa que ao nível do preço, o produto “será mais valorizado”.
“É uma perda muito significativa, pois vai retirar aos produtores rendimento fundamental para continuar a investir e para responder a um mercado cada vez mais exigente”, explicou o produtor.
Segundo João Alves, a diminuição da produção vai obrigar a “algum equilíbrio” para continuar a garantir o mercado nacional e os contratos externos, visto que 50% da produção é destinada à exportação.
Assunção Cristas referiu que este ano “tivemos um ano muito seco, que teve impacto ao nível das pastagens, das forragens, e, por isso mesmo, vamos antecipar para outubro os pagamentos aos agricultores ligados por exemplo às vacas leiteiras, ao ovinos e aos caprinos, para ajudar esses setores”. Fez notar que neste setor, há anos que “correm melhor e outros pior, sendo que este ano, em virtude de um fungo, a produção está a correr menos bem”.
No entanto, a ministra deixou a promessa de que o ministério vai continuar “ao lado dos agricultores, pois as suas preocupações também são as nossas”.
A ministra afirmou que “temos dossiês abertos para que os produtores possam ter inúmeras oportunidades para escolher onde querem colocar o seu produto, pois o nosso objetivo é dar força à produção e visibilidade aos bons produtos e dizer aos agricultores que estamos sempre junto deles, quer nos anos bons quer nos menos bons”.
“Hoje temos menos pera rocha, mas o que temos é de melhor qualidade, o que significa que o agricultor não perderá tudo, pois vai haver alguma compensação”, manifestou.
Fruta Formas
Assunção Cristas visitou igualmente a empresa produtora de frutas desidratadas comercializadas em forma de lingotes, a Fruta Formas.
A Fruta Formas foi fundada em 2012, em plena crise económica, por Mário Nunes e João Azevedo, tendo já alcançado o prémio de inovação, em 2013, atribuído nos Nutritions Awards, pela criatividade e versatilidade de um dos seus produtos – os Lingotes de Pera.
A empresa prossegue um projeto de transformação de fruta, em que a mesma é a desidratada e cuja estratégia se centra em captar a atenção do consumidor, através da embalagem do produto. Em barra, os produtos são envolvidos em papel dourado, às bolinhas ou em caixinhas tipo bombons, sendo produtos com 100 % de fruta, descascada e pronta a comer, desidratada e sem corantes, aditivos ou açucares, bem ao estilo de uma alimentação saudável.
Diogo Maurício, responsável pelo marketing, disse que a Fruta Formas “tem vindo a crescer, por isso queremos entrar noutros mercados”.
“O Norte da Europa e os Emirados Árabes Unidos são os principais mercados, através da presença em feiras internacionais e estamos a pensar candidatarmo-nos a um projeto de internacionalização que nos vai ajudar nesse caminho”, revelou.
Com apenas seis pessoas, esta pequena empresa do Bombarral foca-se na qualidade de produção e no mercado gourmet, apresentando produtos diferentes e ajustados ao quotidiano como a croca de maçã, delícias de pera e maça, lingotes de pera rocha, maça e canela e ananás, corações de fruta, frutinhas, frutaformas collection e croca pera rocha.
A empresa produz cerca de 200 toneladas de fruta por ano e procura atingir este ano os cem mil euros de volume de negócios.









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