O prémio em questão é atribuído de dois em dois anos e que pretende reconhecer e premiar a produção arquitetónica de qualidade na Europa. Segundo o sítio na internet da Fundação Mies van der Rohe (Barcelona), “o prémio chama a atenção para o importante contributo dos profissionais europeus para o desenvolvimento de novas ideias e tecnologias”. Ao mesmo tempo, oferece às instituições “a oportunidade de chegar a uma compreensão mais clara do papel cultural da arquitetura na construção das nossas cidades”.
Os edifícios centrais do Parque Tecnológico de Óbidos são caracterizados por um corpo de forma pura, um quadrado vazado e sobrelevado que, pela sua disposição e articulação, delimitam e sugerem um espaço exterior central. Os volumes térreos reinventam a topografia do sítio e sugerem um desenho natural – por via da erosão – para a Praça Central, enfatizam uma estratégia de sentido telúrico em que arquitetura e paisagem são indissociáveis. “O desafio criativo que representou, associado ao pretexto de investigação que implicou, foram os ingredientes que motivaram toda a equipa em torno do objetivo de criar/propor uma solução onde memória, desenho, programa, infraestruturas, paisagem e sustentabilidade fossem, tanto quanto possível, indissociáveis”, afirmou o arquiteto Jorge Mealha.
O valor total da empreitada de construção foi de 5,4 milhões de euros. O edifício tem uma área total de construção superior a 4 mil metros quadrados, com várias estruturas de apoio, nomeadamente, escritórios, auditório, salas de reunião e de formação, espaços de colaboração, espaços de lazer e cafetaria.




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