Operação em Peniche detém sete suspeitos de prática de crimes violentos

Francisco Gomes (texto) Carlos Tiago (fotos)

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A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, identificou e deteve, no passado dia 3, em Peniche, cinco homens e duas mulheres, suspeitos da “prática de criminalidade especialmente violenta”. Segundo a PJ, estão “fortemente indiciados pela prática de crimes de homicídio, na forma tentada, detenção de armas proibidas, dano qualificado e ameaças agravadas”.
Rusga em acampamento

A operação policial foi executada no desenvolvimento de investigação respeitante a incidentes ocorridos no último Natal, no centro urbano de Peniche, em que foram vítimas três agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), que, na ocasião, se encontravam no exercício das suas funções, e que foram agredidos depois de terem perseguido um carro que não parou às suas ordens e onde circulavam duas pessoas já referenciadas pela PSP, por suspeita de crimes contra o património.

Os agentes acabaram encurralados e ameaçados com armas de fogo. Um deles teve de receber assistência hospitalar.

A polícia voltou agora ao local, um acampamento nas proximidades da escola básica do 2º e 3º ciclo D. Luís de Ataíde, e realizou 28 buscas em barracas e construções precárias, de que resultou a apreensão de cinco caçadeiras, além de outras armas proibidas, como espingardas, uma pistola e várias armas brancas, que estavam na posse dos suspeitos.

Na operação estiveram envolvidas diversas unidades da PJ (Departamento de Investigação Criminal de Leiria, Diretoria do Centro, Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo e Unidade Nacional Contra-Terrorismo), e o Comando Distrital de Leiria da PSP, que executou, em simultâneo, uma operação especial de prevenção criminal que designou de “Eixo de Tormentas”, que visou o controlo e remoção de quaisquer armas que pudessem existir naquele bairro.

Os detidos têm idades compreendidas entre os 22 e os 55 anos. Quatro têm antecedentes criminais. Dois por crime de corrupção ativa e dois por crimes contra a integridade física, contra a liberdade pessoal e contra a honra. Um destes suspeitos já cumpriu pena de prisão. Dois deles são vendedores ambulantes e os restantes não têm ocupação laboral.

Apanhados assaltantes de funcionário dos CTT

Foram identificados e detidos dois homens, de 22 e 27 anos, presumíveis autores de um crime de roubo de que foi vítima o chefe de serviço dos CTT de Peniche, a 10 de abril do ano passado. Na ocasião, os ladrões, com recurso a arma de fogo e a gás paralisante conseguiram levar cerca de 60 mil euros, quantia que era para pagar reformas de pensionistas.

O dinheiro – que tinha sido levantado de um banco – estava a ser levado numa mala pelo responsável da estação, que dirigia a pé para o edifício dos CTT, acompanhado de outro funcionário, antes das nove da manhã. O dia do assalto foi cuidadosamente escolhido, já que era altura do pagamento de reformas.

Quando o chefe de serviço chegou próximo do parque de estacionamento privativo do CTT, de um carro parado junto à berma saíram os suspeitos, que lançaram spray para os seus olhos, o que o fez deixar cair a mala, rapidamente apoderada pelos assaltantes enquanto o outro funcionário se refugiava nas imediações.

Os ladrões colocaram-se então em fuga acelerada na viatura, que tinha matrículas falsas, passando por uma rua em sentido proibido para se dirigirem para a saída da cidade. Veio a ser encontrado incendiado em Carcavelos. Nem mesmo a proximidade da esquadra da PSP, a escassas dezenas de metros, impediu o assalto, deixando a população em sobressalto, apesar na altura quase ninguém se tenha apercebido do que tinha acontecido.

A Diretoria do Centro da PJ anunciou na semana passada que a identificação e detenção dos suspeitos, que são familiares, ocorreu na sequência de uma operação policial desencadeada conjuntamente pela PJ, PSP e GNR, num acampamento onde residiam. O dinheiro não foi encontrado.

Apresentados a primeiro interrogatório judicial pelos crimes de roubo agravado e de detenção de arma proibida, saíram em liberdade com Termo de Identidade e Residência.

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