A triagem, na minha opinião, não está a ser feita por pessoas capacitadas para a avaliação de certos tipos de urgências, motivo porque se tem verificado certos casos de morte, em que a pulseira amarela tanto se coloca num doente com uma dor numa perna, como num doente com princípio de enfarte. Mais grave ainda quando o doente se faz acompanhar de uma carta do seu médico particular e na triagem nem sequer querem ler a mesma; parece que são alérgicos à opinião de outros médicos.
As pessoas chegam a estar à espera de atendimento nas urgências cerca de 10 horas e ainda não havia nesta altura picos de gripe. Aliás, as urgências no CHO sempre foram conotadas como muito deficientes no tempo de espera. Para além disso, o ar dentro do hospital é irrespirável, viciante e cheio de contaminação, com vários vírus e bactérias: afinal encontravam-se nos corredores em macas todos os tipos de doentes, com os mais diversos problemas, sendo um atentado à saúde pública.
Os utentes correm sérios riscos de entrarem com um problema de saúde e saírem com dois ou três.
Não existe o mínimo de privacidade, as pessoas deitadas em macas, por vezes necessitam de se virar e para além de não haver auxiliares para o efeito.
É quase impossível aos médicos, enfermeiros e demais pessoal conseguirem circular pelos corredores, com o excesso de macas com doentes ali paradas.
Os bombeiros sentem-se impotentes, pelo facto de as macas demorarem tantas horas a ser devolvidas, correndo o risco de colocar em causa o socorro.
As casas de banho não têm as mínimas condições de higiene, com pensos, papéis, gases e outros pelo chão, com muito mau cheiro pela falta de limpeza.
É no entanto de louvar o excelente empenho quer por parte dos médicos, enfermeiros e todo o pessoal que ali trabalha, pois as condições são péssimas e só com muito empenho é que se consegue trabalhar.
As culpas de toda esta situação são da responsabilidade do Ministério da Saúde, que à custa da redução de médicos e enfermeiros, põem em risco a vidas das pessoas, que já estão a morrer.
Não venha o Ministério, como eu já vi, dizer publicamente que não há médicos, nem enfermeiros; afinal, foi este governo o responsável pela emigração de médicos e enfermeiros.
Para além do Ministério da Saúde não se pode deixar de culpabilizar a administração do CHO, pois tem contribuído em muito para que cada vez mais o hospital tenha menos valências.
O senhor dr. Carlos Sá foi o causador do encerramento do Hospital Termal e agora está empenhado em encerrar o CHO. No dia 2 foram dadas ordens pela administração do Hospital no sentido de “serem limpos os corredores”, ou seja, de que fossem contactadas todas as pessoas, a fim de se deslocarem ao hospital buscar os seus familiares que tinham tido alta. Deve-se ao facto de as televisões terem solicitado entrevista, para que o “panorama” existente à chegada destas últimas não fosse o real, mas sim uma versão muito “suavizada” da realidade.
Deixo aqui os meus parabéns ao sr. dr. Carlos Sá pela sua persistência em recusar entender as razões pelas quais as várias entidades responsáveis desta cidade e os caldenses estão fartos da sua incompetência. Por favor demita-se.



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