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Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

Luís Manuel Tudella

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46ª. Moeda Património da Humanidade Mosteiro dos Jerónimos 2 1/2 Euro Características da moeda Anv: Apresenta na orla inferior a legenda "Portugal", no campo superior a era "2009" e por cima o valor facial da moeda em duas linhas "2 1/2 Euro", ao lado o escudo nacional assente na esfera armilar, surgindo como elemento de fundo um campo onde se representam as nervuras ogivais da abóbada do Mosteiro.

Rev: Apresenta no campo central uma figura alongada composta pela sequência das arcadas e fachada do edifício do Mosteiro dos Jerónimos, culminando com a representação da porta sul da igreja e respetivo trabalho de gravura; na orla esquerda da moeda, encontra-se a legenda “Mosteiro dos Jerónimos” e no campo inferior o símbolo da UNESCO e o logótipo do Património Mundial.

Autor: Isabel Carriço/Fernando Branco.

Moedas de Prata com acabamento normal;

Valor facial 2,50 Euro; CN; Dia. 28 mm; Peso 10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 150.000 exemplares.

Moedas de Prata proof:

Valor facial 2,50 Euro; Ag: 925/1000 de toque; Dia 28 mm; Peso 12 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 5.000 exemplares.

Mosteiro dos Jerónimos ou Mosteiro de Santa Maria de Belém é um monumento manuelino, testemunho da riqueza dos Descobrimentos portugueses. Situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo. Constitui o ponto mais alto da arquitetura manuelina e o mais notável conjunto monástico do século XVI em Portugal e uma das principais igrejas da Europa.

Destacam-se o seu claustro, completo em 1544, e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos. O monumento é considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.

Em 2010 foi visitado por 644 729 visitantes, 92,2% estrangeiros, e no ano de 2013 foi visitado por 722 mil visitantes.

Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Escolhido o local, junto ao rio em Santa Maria de Belém, em 1502 foi iniciada a obra com vários arquitetos e construtores, entre eles Diogo Boitaca (plano inicial e parte da execução) e João de Castilho (novo plano, abóbadas das naves e do transepto – com uma rede de nervuras em forma de estrela –, pilares, porta sul, claustro, sacristia e fachada) que substituiu o primeiro em 1516/1517. No reinado de D. João III, foi acrescentado o coro alto.

Deriva o nome de ter sido entregue à Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao sismo de 1755 mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas enviadas por Napoleão Bonaparte no início do século XIX.

O Mosteiro é uma referencia cultural que não escapou nem aos artistas, cronistas ou viajantes durante os seus cinco séculos de existência. Foi acolhimento e sepultura de reis, e, mais tarde, de poetas.

Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa. O corpo de Almeida Garrett encontrou-se aqui sepultado entre 08-03-1926 e 01-12-1966, altura em que foi solenemente trasladado para o Panteão Nacional da Igreja de Santa Engrácia.

Após 1834, com a expulsão das Ordens Religiosas, o templo dos Jerónimos foi destinado à Igreja Paroquial da Freguesia de Santa Maria de Belém.

Hoje é admirado por cada um de nós, não apenas como uma notável peça de arquitetura mas como parte integrante da nossa cultura e identidade.

Numa extensão construída em 1850, está localizado o Museu Nacional de Arqueologia. O Museu da Marinha situa-se na ala oeste. Integrou, em 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura.

O Mosteiro dos Jerónimos foi declarado Monumento Nacional em 1907 e, em 1983, a UNESCO classificou-o como “Património Cultural de toda a Humanidade”.

Fontes: pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_dos_Jerónimos; Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre; INCM; coleção particular do autor.

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