No livro, Maria Teixeira Alves expõe a cadeia de acontecimentos que levou à derrocada da mais antiga dinastia de banqueiros do país. Recentrando o debate e esclarecendo várias dúvidas que facilmente se perdem na torrente de notícias nos últimos meses, esta obra dá aos leitores “a conhecer em detalhe a derrocada a administração encabeçada por Ricardo Salgado. Segundo a autora, “a família Espírito Santo era na sociedade portuguesa vista como uma daquelas famílias em que o dinheiro e as boas maneiras inquestionáveis tornaram eternas. Os Espírito Santo existiam antes de nós e continuariam a existir depois de nós. Ora, isso dava-lhes um poder incomensurável”.
Escreve Maria Teixeira Alves que na reunião do Conselho Superior de dia 11 de novembro, todos os membros da família tentaram convencer Ricardo Salgado a desconvocar o Conselho de Administração, mas “o banqueiro estava irredutível”.
De acordo com a autora “tudo, mas tudo, na gestão de Ricardo Salgado tinha um fim único e premeditado: reforçar o capital das ‘holdings’ para arranjar dinheiro com o objetivo do grupo se manter dentro da família. Foi por isso que a situação chegou a este ponto”.




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