Portugal vai ter navio científico idêntico a veleiro francês ancorado em Peniche
Portugal vai ter um navio científico preparado para realizar estudos oceanográficos e ambientais, cuja construção poderá arrancar no próximo ano. A associação promotora aproveitou a passagem pelo país de um veleiro francês com um projeto semelhante para mostrar a importância das missões que irá desempenhar. O veleiro Tara, com os seus 36 metros de comprimento e 10 de largura é um autêntico laboratório dos mares. O navio esteve ancorado em Peniche, de portas aberto ao público, interessado em conhecer a experiência francesa que em dez anos tem realizado diversas missões, a última das quais relativa à poluição plástica. “Este ano, a última missão foi estudar o impacto dos micro-plásticos e plásticos diluídos no oceano sobre o plâncton, que afeta a base da cadeia alimentar [dos peixes]”, revelou Martin Hertau, comandante do veleiro “Tara”, que já realizou dez expedições científicas para estudar e compreender o impacto das mudanças climáticas e da crise ecológica nos oceanos. Este veleiro tem a bordo vários tripulantes e investigadores, num total de quinze elementos.
Em Portugal vai ser desenvolvido um projeto com muitas parecenças pela associação David Melgueiro, sedeada na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche.
José Mesquita, coordenador da Associação David Melgueiro, disse que o “objetivo é que as pessoas pela primeira vez possam ver em Portugal o que é um navio de investigação e expedição à vela, que vai dar a volta ao Ártico e que vai até Macau e Japão, com novas tecnologias e know-how português”.
Uma das mais-valias do veleiro português será fomentar consciências ambientais, sobretudo junto dos mais
jovens, levando-lhes a mensagem.
“David Melgueiro” será um veleiro de 24 metros, capaz de suportar as tempestades das altas latitudes, as baixas temperaturas das regiões polares, a pressão de gelos, a navegação em zonas mal cartografadas e as dificuldades de comunicação. Custará cerca de 2,5 milhões de euros, resultantes de patrocínios, donativos e fundos europeus. Os custos totais da expedição em 2016-2017 ascendem a 3,5 milhões de euros.
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