Mara Pereira esclareceu também que não iria disputar a custódia do irmão mais novo, de seis anos, filho de Alípio Pereira, de 50 anos, e de Lídia Leitão, a mulher assassinada, de 42 anos. “Eu disse que se for para enviar o meu irmão para uma instituição, eu ficaria com ele, mas apesar de tudo os avós maternos acho que vão ficar com o menino e só espero que daqui a algum tempo eu possa ver o meu irmão e que ele esteja bem, que é o mais importante de tudo”, afirmou.
Terá sido por causa da tutela do menor que Alípio Pereira matou a ex-mulher, e o atual marido dela, Jerónimo Pereira, de 52 anos, na manhã de 3 de novembro, em Wilderswil, onde o casal residia.
O avô materno e um tio da criança deverão vir da Suíça esta semana. Serão acompanhados do rapaz e da sua irmã de 16 anos, filha de Lídia de outro casamento, depois da luz verde dada pelo tribunal de menores de Berna. Ambos já tinham sido acolhidos pelos avós nas Caldas da Rainha, quando Lídia emigrou para a Suíça, só indo para aquele país posteriormente. Outra filha de Lídia, de 20 anos, ficará na Suíça a trabalhar, numa lavandaria.
Uma missa em memória das vítimas rendeu 1500 euros, que serão entregues aos filhos de Lídia, a que se juntam mais cerca de dois mil euros, provenientes de uma conta bancária aberta em nome deles.
O corpo de Jerónimo Pereira também poderá ser trasladado esta semana, após exames forenses no Instituto de Medicina Legal na Suíça, mas no fecho desta edição ainda não havia indicação sobre a trasladação do cadáver de Lídia Leitão.
Os dois homens eram naturais da freguesia do Nadadouro, nas Caldas da Rainha, e a mulher, dos Açores, tem família nas Caldas da Rainha.



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