Em consequência deste panorama positivo, o João tinha concretizado duas decisões nos primeiros meses de 2014: a) aumentar o capital da empresa, no sentido de lhe dar ainda mais robustez, e poder enfrentar melhor o processo de internacionalização que já estava previsto para o curto-prazo; b) diversificar as fontes de receita da empresa, apostando no mercado de arrendamento habitacional (a empresa do João tinha adquirido três apartamentos em Lisboa), aproveitando a tendência de procura crescente por arrendamento, por um lado, e por outro a valorização relativamente baixa dos imóveis.
Um dos aspetos que mais preocupava o João, na atual conjuntura, era a carga fiscal. Apesar dos bons resultados da empresa, e da boa notícia da descida da taxa de IRC para 2014, João estava preocupado e pensava se estava a otimizar a situação fiscal da sua empresa.
Um destes dias, João encontrou inesperadamente Pedro num restaurante da capital. Pedro era um consultor que João tinha conhecido num dos eventos de networking em que participou em finais de 2013. Estavam ambos sozinhos, e Pedro convidou amavelmente João para almoçar, ao que este anuiu. Falaram de várias assuntos relacionados com a conjuntura atual, e respetivos problemas e desafios, e sobre a forma como, na perspetiva de cada um, poderiam as empresas portuguesas sair da crise. Entretanto, João começou a contar a Pedro como a sua empresa estava a prosperar, manifestando a este as suas boas perspetivas para o futuro, mas simultaneamente as suas preocupações sobre os impostos, pois não estava certo se poderia pagar menos.
João: Como te estava a dizer, concretizei há pouco tempo duas medidas que considero importantes para o futuro da minha empresa: fiz um aumento de capital e investi no mercado de arrendamento habitacional.
Pedro: Muito bem, João! Isso demonstra a vitalidade do teu negócio, e a preocupação que tens em assegurar um futuro sólido para a tua empresa.
João: Pois… mas uma das coisas que mais me preocupa são os impostos. No nosso país pagamos uma carga fiscal muito elevada, e não sei se na minha empresa, a esse nível, tudo está a ser feito. Tenho um contabilista interno e considero-o uma pessoa muito competente, cumpre com todas as obrigações do dia a dia e resolve-me todas aquelas questões legais com as quais não me quero preocupar. No entanto, oiço falar amiúde de poupanças e benefícios fiscais, e fico com a sensação que podia aproveitar alguma coisa… ainda agora em maio paguei “um balúrdio” de IRC!
Pedro: Quanto pagaste?
(…)
No próximo artigo continuaremos a acompanhar o diálogo entre o “Pedro” e o “João”, e saberemos no final como é possível a este último poupar mais de 9.000 euros em impostos…
Até breve!
Marco Libório
CEO da UWU Solutions / Consultor / Docente
marco.liborio@uwu.pt



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