As Caldas numa Rede de Cidades Termais?

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Uma Rede de Cidades Termais foi iniciada em Ourense (outubro de 2005), em cuja fundação se incorporou a cidade das Caldas da Rainha. Como proponente dessa rede, no quadro do exercício de vereador, trouxe para Portugal essa integração, o que aliás foi devidamente publicitada por órgãos de comunicação nacionais e regionais.

Onde é que estão os resultados para as Caldas dessa rede?

É que o processo devia ter seguido pela “nova” equipa camarária, mas não se concretizou, aliás, como quase todos os projetos lançados nesse mandato, como já várias vezes se denunciou. Entretanto, outras cidades alargaram essa rede e mantenho uma participação regular em encontros técnicos e científicos, nacional e internacionalmente, por convite das organizações.

Daí que a notícia publicada na semana passada pela imprensa local, sobre a integração das Caldas numa outra rede de Cidades Termais, merece o meu regozijo, mas a desconfiança quanto ao propósito, quando os protagonistas são os mesmos que nada fizeram pelos compromissos assumidos (nacional e internacionalmente), hoje deixam que o mais nobre largo da cidade (defronte do Hospital Termal) se mantenha há tanto tempo descuidado e vergonhoso, fazem uma gestão desnorteada das obras de “regeneração urbana” e se preparam para fazer do Parque e da Mata áreas de utilização à revelia das suas origens e características botânicas e paisagísticas.

A cidade e os seus (agora) “sensíveis” responsáveis arriscam-se a ser criticados por outras que há muito trilham caminhos sustentáveis de desenvolvimento urbano e termal. Oxalá, porém, que vejam as boas práticas dessas outras realidades, para que um dia saiam da sua própria ignorância sobre o tema e do seu provincianismo político.

Jorge Mangorrinha

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