Pedro Reis apontou que o projeto “New Generations, New policies, New Future” promove a participação dos jovens na vida política da Europa: “Este projeto vai ao encontro das prioridades do Programa Juventude em Ação, uma vez que contribui para a cidadania ativa”.
Segundo este responsável, cerca de 50 mil jovens em 2013 participaram em projetos da União Europeia de mobilidade na área da educação, formação profissional e juventude.
Teresa Évora falou da rede Eures, que oferece serviços de informação, aconselhamento e apoio à colocação e recrutamento, promovendo o contacto entre candidatos a emprego e empregadores interessados em recrutar fora do país. É uma ação preparatória da Comissão Europeia que visa promover a mobilidade transfronteiriça e transnacional dos jovens no mercado de trabalho europeu.
Este projeto, inserido nas iniciativas emblemáticas da Estratégia Europa 2020, Juventude em Movimento e Oportunidades de Emprego para os Jovens, proporciona incentivos financeiros à mobilidade geográfica a jovens candidatos a emprego que procurem o seu 1º emprego noutro país da União Europeia – podendo também apoiar pequenas e médias empresas que integrem jovens trabalhadores provenientes de outros países.
Segundo Teresa Évora, existem cerca de dois milhões de ofertas de emprego na Europa, mais de 32 mil empregadores registados e mais de um milhão de CV’s de candidatos.
A Europa Criativa, Programa da Comissão Europeia de apoio aos setores cultural e criativos foi outro assunto abordado nesta iniciativa. O programa terá uma duração de sete anos (2014-2020) e um orçamento de 1.4 mil milhões de Euros.
A última intervenção foi sobre a Bolsa de Emprego do Instituto Politécnico de Leiria.
?O desemprego continua a ser um dos problemas mais graves da Europa
Cerca de 50 alunos da ESAD.CR participaram nesta iniciativa que destacou a formação profissional, estágios ou experiência internacional de voluntariado como sugestões de sucesso num processo de candidatura de vagas de emprego disponíveis a nível europeu.
No início do evento, o diretor da ESAD.CR, Rodrigo Silva, destacou a importância desta sessão, sublinhando que “deveria ter um auditório cheio, porque são importantes para os profissionais destas áreas e sobretudo são importantes para associações do setor, instituições públicas ou privadas que precisam saber utilizar este tipo de plataformas de conhecimento para poderem concretizar os seus projetos”.
Manifestou que em Portugal “ainda não atingimos o grau de institucionalismo necessário para sabermos utilizar bem os fundos comunitários que estão à disposição das instituições nacionais”. “Neste país existe por vezes alguma informalidade na maneira como estes processos de candidatura e de conhecimento profundado daquilo que são os mecanismos de redistribuição de recursos da europa no interior dos vários países europeus que carecem da nossa parte um maior empenho para os conhecer e conseguir utilizar”, disse o responsável.
Segundo Rodrigo Silva, um dos problemas mais graves da Europa, que está na origem de outros problemas, é o “desemprego”. “A Europa pós guerra foi fundada com base num contrato social que prometia prosperidade. Vimos hoje que está em franca regressão, os empregos parecem estar a escassear de uma forma imparável”, relatou, acrescentando que “haverá seguramente outras áreas onde vão crescer necessidades, novas formas de trabalho menos convencionais, para as quais nós temos que criar formas de proteção legal e reconhecimento social”.
Rodrigo Silva considerou que a batalha pelo emprego é crucial para a “estabilização política da Europa”.
Sandra Geada, do Centro Europe Direct Oeste, referiu que realizar este conjunto de apresentações no âmbito da Volta a Portugal de Apoio ao Emprego na ESAD.CR “faz todo o sentido porque é uma escola de arte e design com 1500 alunos que certamente terá potenciais candidatos para o programa Erasmus +”.
Marlene Sousa





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